By humberto | maio 20, 2012 - 1:40 pm - Posted in COLABORAÇÃO

Eu Plural: a cada dia, para a felicidade deste escriba, este singular espaço Plural vem ganhando valiosos colaboradores. Não sei  se a apresente como poetisa ou jornalista. Nessa área, jornalismo, tem  uma experiência que não conto pra vocês. Ou melhor, depois eu conto.  Fundadora da Comunidade Adorai, localizada no Valentina Figueiredo, é   escritora de muitos livros na cabeça ainda não publicados.  Passa a vida – sabe que não vai apenas “passar por ela” – praticando um bem que  fará com que não passe  por aqui como “apenas mais uma”. Praticando o bem,  segue de bem com a vida. São desnecessárias mais palavras a respeito dessa colega de trabalho.  Elas poucos dirão.  Pois bem. Seguem  um  poema de Juvinete de Lourdes para ilustrar os olhos de Carolina.  Em tempo: Não poderia deixar, também, de entregar os olhos que inspiraram o poema: Carolina é  a minha filha que tem olhos, diferente dos olhos da Carolina do Chico Buarque, que nunca guardarão “tanta dor”. Por quê ? Porque Deus  não quer. – 1 berto de almeida.

 

 Poema Para os Olhos de Carolina

 

Juvinete de Lourdes

 

SEM ATIRAR-SE NA TELA DA LUZ INCANDESCENTE

NA TRANSLÚCIDA AÇÃO DA PUPILA CHEIA DE MAGIA

ABALA AS ESTRUTURAS DE QUEM ADMIRA

E MEXE COM A ESTIMA QUE TRANSCENDE

A ALMA SE ABALA EM ALEGRIA

E A VISTA ALCANÇA O QUE DEVIA

MAS O QUE PROVOCA É MESMO UM ENCANTAMENTO

OS OLHOS OCEÂNICO, DIMENSIONAL… QUE MOMENTO!

-  PARA FILHA DE HUMBERTO DE ALMEIDA


By humberto | maio 19, 2012 - 3:47 pm - Posted in Crônica

Sou puto com qualquer tipo de droga.  Porém, réu confesso, Elymar Santos, Jose Augusto e Roberta Miranda, para ficar nesses três, por ser um sujeito que sabe respeitar o gosto alheio, mesmo achando ter alguns um péssimo gosto, já entraram um dia em minha casa. Assim, considerando os citados, não posso dizer que em minha casa nunca entrou uma droga. Eles entraram!

Lembrar os viciados, apesar de uns geniais e outros completamente idiotas que sobreviveram usando suas drogas preferidas, não é nenhuma apologia à droga. Nunca fiz, faço ou farei.  A droga, repetindo, com a exceção de algumas compradas na farmácia com receita médica nunca deixará de ser uma droga.

Shakespeare, por exemplo, um os maiores escritores da história literária da humanidade, para muitos o maior, era um sacana viciado em haxixe. As imagens por ele descritas – segundo os entendidos em haxixe e Shakespeare – são viagens que somente os viciados nessa droga conseguem fazer. Mas não pensem que usando haxixe qualquer pode ser Shakespeare. Nunca!  Excluindo a literatura e a música e o cinema, ficando por aqui, por nunca me viciei nada. Nem em Shakespeare.

 

By humberto | - 3:43 pm - Posted in Crônica

Nelson Ned, aquele baixinho feio que tentou vender os seus gritos no universo gospel e não conseguiu, pois a sua entrada no citado universo teve como objetivo único vender os discos que fora dele não mais conseguia vender, é  outro.  Nessa triste e pobre arte de cheirar, ele virava um gigante!  Cheirava de corpo e alma.  Dizem também que depois de ”cheirado” ele se tornava ao melhor cara do mundo.  Dava o que tinha – não vou entrar no mérito do que ele dava – e o que não tinha.  

 Lamento o estado em que hoje se encontra.  Um estado de cama. Quase no de coma.  Aos 61 anos tem feito tudo – até deixou de cheirar, acredito – para emagrecer. Com um metro e doze centímetros de altura, pesa o mesmo que este escriba de quase um metro e noventa: 93 quilos!  É diabético e tem sérios problemas com o colesterol.  Está apelando para os poucos amigos que ainda tem.

 Nesse estado, vocês sabem, os amigos desaparecem. Ou melhor: esses que desaparecem nunca foram amigos. Nem para se tratar condições financeiras ele tem. Está muito Inchado. Temem que estoure um dia como Dona Redonda.  Se tudo foi causado pela droga? Se a droga aumenta a glicose e o colesterol? Faz mais do que isso: ela mata!

Torço para que o baixinho consiga se recuperar.  Mas a droga é isso que vocês estão vendo neste vídeo. Triste. Muito triste. Mais? Tudo Bem. Continuo.

By humberto | - 3:24 pm - Posted in Crônica

Estão lembrados do grande – maior que o Nelson Ned em todos os sentidos – Chet Baker? Era outro tarado por tudo que era droga. A única coisa que não era droga nele era o trompete e a música que tirava dele. Ficava doidão. Sem o trompete não, sem a droga.

Um dia , doido de tanto cheirar,  nariz sangrando, septo nasal somente  a  lembrança foi mexer com quem não devia e levou um cacete tão grande e merecido que perdeu os dentes da frente! Vocês sabem. Um perda dessas é uma tragédia da para quem toca instrumento de sopro. Teve que reaprender a tocar com os dentes postiços que mandou fazer.

Voltou a tocar bem. Mas ainda cheirando muito não raras vezes os dentes postiços atrapalhavam.

By humberto | - 3:20 pm - Posted in Crônica

 E Billie Holiday, hein?Essa de quem guardo ótimos discos em casa para usar como fundo musical nas minhas doses de “joca preta”, uma droga legalizada que também se o sujeito não souber usar também acaba no mesmo inferno dos cheiradores?   Pois é. 

Não conformada com a heroína – os viciados nela não tem nada de heróis ou heroínas – que em si (um “si” nada musical) todos os dias, ainda injetava no pobre Mister! Tudo bem. Vocês não sabem quem era Mister, não é? Eu digo.   Mister era o seu cachorro! Um boxer com quem batia altos papos depois das injetadas.  

Billie era doida de entrar para um manicômio e de lá nunca mais sair.  Além de Mister que acabou taradão pela droga de sua dona, Billie também viciou sua Chiquita!  Não sabem quem era?   Eu digo.  Não é o que alguma “mente suja” possa imaginar. Chiquita era a sua cadelinha de estimação!  

Doidona a Billie, não?

Depois conto mais.  O sábado por aqui está feio.   Uma droga!  Vou passar o dia em casa.  Sem as drogas de Roberta Miranda, José Augusto Elymar Santos.