Eu Plural

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ENTRE O VASCO DA GAMA E SOUSA SEM GRANA A IGNORÂNCIA E O PRECONCEITO SAÍRAM GANHANDO!

Sai Dodô e entra o Rodrigo Pimpão. Era a substituição anunciada pelo técnico Vagner Mancini, para superar a quase instransponível barreira formada por aquele - segundo o sujeito que narrava - timinho do Sousa. Um

nenhuma uma palavra em defesa do sousa.  nem no ataque...

nenhuma uma palavra em defesa do sousa. nem no ataque...

timinho vindo lá de onde o vento faz a curva. Dos cafundós do Judas, onde ele, o Judas, perdeu as botas, um lugar chamado de Parahyba. O timinho, agora, estava conhecendo a Rua São Januário, uma Rua nenhum pouquinho só mais bonita que a 12 de Outubro, em Jaguaribe, onde nasceu este escriba.

Quando anunciou a substituição, um sorriso, livre como um táxi num dia de domingo, diria o Millôr nos seus melhores dias, riscou o meu rosto liso (não uso barba). Um Vasco que tivera em seu “plantel” craques como o “animal” Edmundo, Mazinho – o nosso –, os dois Juninhos, Danilo Menezes, Wagner e outros. Tirava o “craque” Dodô, aos 36 anos, língua de fora e trocando as pernas - “Já confundimos tanto as nossas pernas, diz com que pernas eu devo seguir “- sem saber para que lado deveria chutar, por Rodrigo Pimpão, que, pelo nome pomposo, bem que poderia ter nascido num picadeiro.

Na última partida disputada em nosso Almeidão, logo ali, pertinho do Ronaldão, estádio e ginásio localizados nos fundos da casa de 1 Bertão – essa mania de grandeza faz cada vez menor a minha querida Parahyba pequenina - vi pela primeira vez, esperando ser a última, Elder Granja – é assim mesmo? – brigando com a bola e, apesar do tamanho, perdendo todas às vezes que brigava. Agora, para melhorar a “potência” do ataque da equipe da cruzmaltina (todo vascaíno, infelizmente, carrega a sua), o técnico resolveu barrar o “craque”.

Para os torcedores fanáticos – mesmo os não fanáticos, mas de veneta, como era o caso do meu irmão Leonardo, histórico linotipista de A União - a saída do craque era uma temeridade. Mas, tudo bem, o Vasco tinha substitutos à altura (quase um metro e oitenta). Sacava o Élder Granja do time pelo fato do jogador ter entrando pisando em ovos no Almeidão. . Saíam os Elder Granja, Titi, Nilton e Léo Gago; entravam Fagner, Thiago Martinelli, Rafael Carioca e Robinho.

Porém – e ai, porém – o temor do técnico Mancini era a temível – temor da temível ficou legal - dupla “Manu e Ribinha”. De início, ouvindo a partida à moda antiga, pelo radinho de pilha, pois, apesar da televisão, sempre gostei do ritmo fabricado pelos narradores esportivos, muitos sem ritmo, pensei em se tratar de dupla caipira. Um bom nome. Mas, ato contínuo, mudei de idéia. Não era um bom nome. Apenas um nome mais-ou-menos.

Por que não Mani & Chula? Pronto. Se realmente o narrador – era meio sem ritmo – estivesse se referindo aos nomes de uma dupla caipira, pegaria melhor. “Uma dupla vindo lá da Parahyba do Manoel de Barros (eles confundem tudo!) que tem tudo para fazer sucesso!”. Pausa. “O juiz está cego? Será que ele não viu o que todos viram?)”. Outra pausa. “A propósito, Mani com y ou sem y, companheiro? Tudo bem! Com Y realmente soa melhor: Many & Chula!”

Não sabendo se continuava ouvindo a disputa acirrada entre os dois grandes representantes do futebol verde e amarelo (risos), coisa que faço todos os dias, sem nunca me apaixonar, me entreguei aos braços de Morfeu. E, enquanto isso, os nomes dos craques iam sendo narrados e o passado, lembrando o Museu do Futebol que nunca vi, neles pegando carona. O goleiro do Vasco de Barbosa e Andrada, agora, era Fernando Prass. Os “craques” tinham os nomes de Márcio Careca, Rodrigo Pimpão. Elder Granja…

One Response to “ENTRE O VASCO DA GAMA E SOUSA SEM GRANA A IGNORÂNCIA E O PRECONCEITO SAÍRAM GANHANDO!”

  1. valdir marques

    1 berto

    Infelizmente eu escutei alguns minutos do jogo Vasco e Sousa, E os narradores de lá, pareciam que estavam numa decisão de copa do mundo, maltrataram bastante o time do Sousa, só faltaram dizer que era o time da Souza Cruz, responsável pelos turbeculosos do mundo. Pareciam quererem justificar o fraco time do Vasco que não conseguia e nem conseguiu vencer a defesa do nosso Sousa.

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