A DESCOBERTA DE UM TERRAÇO QUE DÁ PARA UM “AGLOMERADO SUBNORMAL” NÃO PODE SER UMA COISA NORMAL!
O sábado, pela primeira vez, aconteceu no Terraço. Acho que esse é o melhor nome para um barzinho
simpático, localizado na velha e quase histórica Galeria Jardim. Não o conhecia. A apresentação, regada a cerveja e uma cachaçazinha para esquentar os ânimos e não deixar a cerveja, sozinha, esfriar o caminho entre o copo e a cabeça, foi feita pelo bom caráter e excelente fotógrafo Antonio David.
O David, conhecido pela arte que sabe exercer como poucos, a arte (sic) da fotografia, é freqüentador assíduo daquele espaço. Por aqui, neste Plural espaço, de quando em vez, os olhos cansados das coisas comuns, mesmo sabendo que nelas se escondem as melhores coisas, tasco no espaço algumas putas fotografias dele, e os olhos meus e dos meus dois leitores agradecem.
O Terraço é um nome que me veio à cabeça por caminhos distantes, passando lá por Ji-Paraná, onde, no terraço de casa, Dapenha mastiga suas histórias jaguaribenses e outras, essas mais doces ainda, contadas pelo nosso bom e inolvidável (epa!) Compadre Heráclito. Pois bem.
Por lá, também tinha (ainda tem, Dapenha, com cacofonia e tudo?) um simpático barzinho, com esse nome, que era um ponto de encontros e – por que não? – desencontros de bêbedos e equilibristas. Nesse, porém, o apresentado pelo meu amigo Antonio David, dessa vez, a vez primeira, foi somente de encontros.
A memória muito boa, três ou quatro cervejas apenas descidas leves pela garganta sedenta e redonda, o registro foi fácil. Não somente pelas cervejas bebidas, mas pela importância dos presentes. Todos sem aquele ar pesado de quem se acha importante. Todos simples, camiseta sem mangas, a moda regatas, como dizem por aí, contando suas histórias.
Os fotógrafos Rocha e Edmundo, sendo o segundo dono de acervo espetacular das vidas e obras (sem puxar descargas) de nada menos que 08 governadores parahybanos, em quarenta anos de trabalho, fotografias e histórias para contar, também responderam presente.
Tudo bem. A história está boa e sei que um - sempre apelo a esse que vem em meu socorro – dos meus dois leitores, logo agora, gostaria de lê-la (feio e muito). Mas o tempo é curto e, apressado, tenho que curta o Jornal Nacional. E, se não bastasse, dá uma relida no Um Homem Chamado Maria, livro muito bem escrito pelo carioca Joaquim Ferreira dos Santos, que, depois do final da história da descoberta do Terraço e o papo que ali rolou (gostei), comentarei por aqui.
Então, estamos certos: amanhã tem mais PAPO DE TERRAÇO.

março 8th, 2010 at 11:37 pm
Querido cronista, frustraste as expectativas de seus leitores. Vou cobrar a história não contada, nem que seja pessoalmente. A propósito, aprecio a atmosfera impregnada de passado da Galeria Jardim desde que meu velho e saudoso pai (Lúcio Ramos) apresentou-me a ela. Parecia que eu estava num livro do Aluísio Azevedo! Boa semana pra você, querido amigo.
março 9th, 2010 at 5:50 am
Meu caro e digno Wagner,
o escriba que levava a sua vida de “bar e bar” e cantava por aí em sua defesa, isto é dos bares, “bar doce lar”, agora, pouco a pouco, volta embriagado de saudades dos bares da vida. um barzinho, um violão - lá no Terraço, dessa vez, ele não se fez presente - e uma canção que fale dos amigos, discos, livros e… nada mais. o terraço nos espera.
putabraço.
1 berto de almeida
março 9th, 2010 at 3:06 pm
Ave lberto, os que não desfrutam desta oportunidade te saúdam!!! Vc merece tudo de bom. Extravasa !!! - abraços e saudades.
março 9th, 2010 at 4:30 pm
Ave, Bicho!
os que lembram das nossas cachaças te saúdam! em breve, muito em breve, de volta a terra natal, seja natal ou ano ano, estaremos juntos e no terraço, aproveitando toda a casa - o velho Jaguaribe - que é nossa!
putabraço.
1 berto de almeida