A VIDA ABERTA DO SOLHA E DO EMÍLIO SANTIAGO E A NOSSA!

A VIDA ABERTA DO SOLHA E DO EMÍLIO SANTIAGO E A NOSSA!

# - vida abertaDESDE AQUELE NÃO muito distante dia em que recebi, via correio, o livro do excelente pensador – acho melhor ficar por aqui – W. J. Solha, Vida Aberta, o seu mais novo Tratado Poético-Filosófico, um erudito poemão, assim mesmo, no aumentativo, cheios de armadilhas na leitura primeira,tenho lido muitos comentários sobre o mesmo. E todos publicados nesse espaço de muitas Faces e poucos Books (Facebook).  Lido e gostado, saliente-se, porque, afinal, solha é muito bom poeta e excelente escritor.

# –  Mas, entre os muitos, com  poucos escritos por gente que sabe falar das coisas, especialmente de livros. esses tem sido os meus preferidos. São tão bons que mereciam “orelhas” ou  prefácios do livro do Vida aberta. Embora, isso ninguém pode negar, o prefácio escrito pelo poeta e escritor (muito bom) Linaldo Guedes, diga tudo e mais um pouco. Sim. Mas não  enumeraria os autores desses comentários que gostei e muito. . Não é preciso. Solha sabe melhor do que este Malabarista de Palavras os seus nomes e do que eles são capazes.

# – Mas, o mais – eu gosto desses “mas/mais” – interessante, entre esses que críticos não são, apenas comentaristas de primeira leitura e  consumidores de arte, foram as expressões cheias de exclamações e interrogações  contidas em seus comentários. Maravilhosas! Arretadas! Espantoso! Fenomenal! Excelente! Assombroso! Esses e outros mais exclamativos ainda. O que achei ? Repito: arretadas!  O livro ? Arretado também.É aquela história que não raras vezes costumo espalhar por aqui: muita gente não sabe  que se trata, mas mexe com ela.

# – Lembrei nessa tergiversação aí de cima, o dia em que os inesquecíveis “Secos e Molhados” apareceram mudando a ordem natural – natural? – imposta pelos homens que tomaram o nosso poder.  O cantado por eles era o que menos importava. Todos QUERIAM VER os secos e molhados! Especialmente o Ney Matogrosso. O incrível é que muitos não entenderam. E por esse não entendimento admiravam-se (sic) pelo fato de gostarem deles. Ou não gostarem. Afinal, o que eles tinham para levar tanta gente a querer vê-los?! Era por aí.  No caso de alguns livros e filmes,  o mesmo também acontece. Esses abem como será o final, pois já viram esse final duas ou mais vezes, mas querem vê-los/lê-los de novo.

# – No caso do Vida Aberta do Solha,  aqui, na minha sala, cheio de dor, pescando um verso aqui e outro ali, sinto que mesmo não sabendo , por exemplo, porque o Schopenhauer um dia, contribuindo para o “Sofrimento do mundo”, disse que “O consolo mais eficaz em toda infelicidade, em todo sofrimento, é observar os outros, que são ainda mais infelizes do que nós.”, muitos acharam arretado o Schopenhauer do Solha dizendo que “viver… é querer, e querer, … dor”.   Pausa. Um dia lerei mais a vagar o livro de Solha. E, com certeza,  também cheio de espantos.  Não serei diferente dos muitos que ficaram de mãos espalmadas na passagem de cada página. Os olhos curiosos  entre um pulo de um  olho e outro. Um dia.

# – Agora, fechando as cortinas, lembrando o Schopenhauer, ressalto que a dor minha continua doendo mais do que nunca. E não adianta! Não me venham, por favor, com esse insuportável “agora descansou”. Pois vou continuar, mesmo que o rosto, o meu, diga muito pouco sobre essa dor, cansado ainda por muito tempo. Deixem-me, pois, sozinho com ela!

Em tempo: não poderia, nesse momento de tanta descrença, esquecer o Arthur Schopenhauer. Esse que vem há muito tendo muito a ver com este MB.  “Se é certo que um Deus fez este mundo, não queria eu ser esse Deus: as dores do mundo dilacerariam meu coração”.

 

# emilio santiago- Paro de pontificar – escrever no ponto ai – sobre o livro de Solha porque, nesse exato momento, celularzinnho ao lado ouvindo as “notícias” musicais, me deparo com o programa “Ensaio”. Uma beleza! Nele um dos maiores cantores /intérpretes da história da Música Popular Brasileira, um dos maiores do mundo, sem dúvidas, Emilio Santiago, fala sobre o seu começo. Excelente!

# Tudo aconteceu no programa a Grande Chance, do inoxidável Flávio Cavalcanti. Emílio, pelo que escuto, já era esse cantor com quem tive a alegria e o prazer de dividir um bom papo-de-bar. Ele, simples como sempre foi, é quem conta:

= “Ensaiei na garagem do escritório do Flávio Cavalcanti. A sua – dele – secretária abriu a janela e o Flávio,  ouvindo-me cantando, perguntou “Quem é ?!”. Ela disse. E logo  me colocou entre os primeiros candidatos. Na última fase, na finalíssima, todos escolheram composições fenomenais.  Clássicos!  No meu caso, porém, ao ser perguntado pelo Erlon Chaves, o maestro do Flávio, qual era composição que eu iria interpretar, respondi naturalmente: “Chiclete com Banana”. Ele não acreditando, perguntou outra vez: “Chiclete com Banana”? Sim, respondi. E deu no que deu! O teatro passou uns cinco minutos me aplaudindo. Mas, calma, calma, não fui o primeiro lugar:  fui o quarto!

# – O resto? Bem, o resto todo mundo sabe: só deu Emílio no resto da história.

Volto ao meu silêncio e, por que não? a minha dor.

Uma lembrança. Ouvi agorinha que o  prêmio Nobel de física vai para aqueles que descobriram um novo planeta. Meu Deus!  E para aqueles que vivem no mundo da lua ou vendo estrelas,  merecem o quê?!

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