nem precisou de figueira para acender dentro deste peito renovado a fogueira das lembranças. as minhas. saudade do meu irmão João Heráclito cortando os paus que trouxeram dias antes para fazer a “fogueira da minha mãe”. a imagem de sua chegada montado na sua indefectível bicicleta – ainda a guardo comigo! – e nela um machado amarrado no quadro é inesquecível.  pra quê o machado? deixar os toros de madeira no tamanho exato da fogueira que já trazia de casa acesa na imaginação. pra quê fogueira se essa que o meu bom irmão acendia continua iluminando este peito de coração renovado? este ano foi mais um ano em que João Heráclito não acendeu a sua fogueira nesta cidade. morando em outra onde tudo é proibido proibir, inclusive de acender fogueira no dia de são joão nem olhar o céu para ver o quanto está lindo, pois onde ele está não há limite para o olhar, João Heráclito, o meu bom irmão, agora ao lado do Pai, acende a fogueira para a mãe.

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