No caminho de Camus, o Albert

No caminho de Camus, o Albert

AINDA HÁ POUCO, passeando os olhos pelos meus alfarrábios literários, o medo latente de caminhar lá fora, em casa, como estão nos pedindo, me deparei com esse Albert Camus no seu – dos olhos – caminho. Camus no caminho? Foi.

Daqui da minha ilha cercada de livros e discos de filmes por todo os lados, vejo o seu – dele – O Estrangeiro na minha pequena estante de clássicos. Esse mesmo: O estrangeiro.

Lembro muito bem da boa adaptação que o Luchino Visconti fez dele, isto é, do livro O estrangeiro, para o cinema.  Pausa. Tenho outras obras dele na minha estante.  O Mito de Sísifo e a Peste.

 Mas foi O estrangeiro, esse mesmo, “romance do absurdo”, por aí, já foi traduzido em mais de 40 idiomas, aparentemente fácil, questionador (existimos, a que será que se destina?), que marcou o começo das muitas leituras deste MB ainda no seu bairro Jaguaribe, entre as ruas 12 de outubro e Senhor dos Passos.

 O estrangeiro foi o primeiro livro desse escritor fantástico, o Albert Camus, que morreria estupidamente – acidente de automóvel –  muito jovem, aos 46 anos, em 1960, pouco depois de ganhar Nobel de Literatura, em 1957.

Fico por aqui. Acho que é o suficiente. No entanto, se quiserem mais, o Dr. Google está aí para isso mesmo. O Dr. Google é nosso Freud moderno, esse que tudo explica.

Mas só para não dizer que não falei de futebol, uma curiosidade sobre esse argelino.  

Camus também foi jogador de futebol!  Dizia que essa “profissão” foi muito importante na sua vida literária.  “Aprendi que uma bola nunca vem da direção que estamos à espera. Isso ajudou-me na vida, mais tarde. ”  Dizia também que “o que sei sobre a moral e as obrigações de um homem devo ao tempo em que joguei futebol”.

 Quando esteve por aqui, anos 40, no Recife, ficou embasbacada com as casas caídas e o colorido dos telhados dessas no bairro de São José.

  A posição em que jogava? Em Portugal eles chamam de guarda-redes. Por aqui? Mais fácil: Goleiro. Atuou no Racing de Argel.  Agora, se era bom ou ruim, não me perguntem. Nada sei sobre as suas qualidades futebolísticas.

Tá bom, tá bom.  Um dia contarei mais. Agora, por favor, leia a seguir o que esse filósofo nos fala sobre a juventude e a velhice. Vale a pena. Eu acho.

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