vendo tudo e não fico calado porque não sou… mudo!

vendo tudo e não fico calado porque não sou… mudo!

Se estou vendo tudo? Apesar da onda do mal do corona que passa (vai passar!), os olhos tudo veem. Ficar calado eu não mudo. Mas prefiro o silêncio. Esse me diz tudo e através dele tudo eu digo.

 O barulho que faz lá fora não impede que aqui dentro da minha ilha eu continue escutando esse silêncio. O meu. Esse que lá de fora está contaminado com palavras que eu não quero ouvir.

 Leio. Os sete volumes de Proust é um desafio. São mais de três mil páginas cobertas por um texto que somente seria melhor se no original fosse. Mais que isso. Próximo a marca das cinco mil. Ou mais…

 Sigo em busca do meu tempo perdido. Esse que deixei pelo caminho por me preocupar com o relógio que trago no pulso. Horas. Muitas mortas e outras parando a cada segundo.

 Escuto. Por mais que alguns poucos ouvintes queiram negar a qualidade do partido João Gilberto me recuso a deixar de ouvi-lo. É jazz? Tudo bem. É. Mas também é samba. A harmonia pode ser lá deles. Mas o ritmo é nosso. Um belo casamento sem separação de tons. Ou melhor: separados mas unidos.

 Tem dias que o sujeito se sente como quem partiu. Morrer não. Assim o buraco é mais embaixo. Sete palmos. No mínimo.

  Lembrei os bons tempos do velho baiano. Vocês não raras vezes não entendem nada. E se eu disser que este MB se encontra na mesma condição? Nem ele entenderá. Enquanto isso os ladrões rondam os nossos bolsos e mentes. Todos geddelcom os tornozelos livres. Todos soltos. Não livres. Presos às tornozeleiras.

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