antes de pegar uma sesta…

antes de pegar uma sesta…

@ - procopio ferreira humbertoSexta-feira! Sextou!  Isso é o que eles dizem. Mas eu diria sestou. Sexta é também um bom dia para descansar. Isso depois de uma taça ou duas de vinho. No máximo.

@ – Lá fora escuto Roberto Carlos cantando detalhes. Acho uma de suas imortais criações. Isso mesmo: eu gosto que me enrosco de algumas músicas do “rei”. Eu disse algumas.

@ - O melhor lugar do mundo? Aqui e agora. Gilberto Gil cantou isso muito bem. Sabia das coisas. Sabe. Mudo de assunto e de “antiga unidade de medida de peso que corresponde a 32 arráteis”. Que é isso? @.  É isso mesmo. @. Arráteis? Permitam-me mais uma vez: o Google foi criado para isso mesmo. humberto-em-preto-e-branco-300x207 bom

@ - O voto é secreto. Não vou abrir o meu agora no segundo turno. Se não abri no primeiro. Ah, nem abril nem novembro. Agora o pior chegou: dois pesos e uma só medida. Ou seja: você os anula ou será anulado no processo.

@ - A vizinha me pergunta em quem votarei no segundo turno. Eu disse em que votei no primeiro? Dou-lhe como resposta outra pergunta. Não disse.

@ -  Em se tratando da política local estou mais universal do que nunca. Sei que Biden não vai dar a mínima para a minha cidade. E Trump deu?  Se deu foi errado. Deu errado.

@ – Sem brincar: a escolha entre esses dois é terrível.  Também não queria estar no lugar deles. Sobretudo depois de eleito. Uma espada de Dâmocles? Nada a ver. apenas lembrei. “Não existe bônus, sem um ônus que pese sobre ele”

@ - Eita gota serena! A expressão não é nova. Mas o que é velho? O passado? Uma calça velha e desbotada que não serve mais? O passado também – viva Einstein! – é relativo.

@ – Estou mais uma vez equilibrando as coisas e nelas me equilibrando. Na verdade, eu nunca fui um desequilibrado. Os mais próximos sabem disso. Os mais distantes? Mais distantes ainda fiquem. Falo dos equilibrados como este MB. Sempre vivi a vida que eu gostaria de ter e viver.  Mesmo quando não tinha. Nem vivia.humberto em sao paulo

@ – Leio. Dou uma olhada de relance em outro livro que dorme em minha estante e chama a minha atenção. Venderam a mãe gentil. Um ótimo título, não? É. Mas não estranhem. Também não estranhei. Sobretudo após descobrir quem era o autor desse ótimo título. Assim como o acrobata pede desculpas e cai ou matem o cantor e chamem o garçom. O campo de batalha sou eu?  Esse é para tirar são Severino do ramo! Ah, o autor?  Fausto wolff. Que outro poderia ser? José Cândido de Carvalho?

@ –  Os seus títulos são outros. O estilo também. E todos também muito belos. Uns, porém, belíssimos. Olha para céu, Frederico! é belo. Quando eu morrer telefone para o céu, mais belo ainda. E ninguém mata o arco-íris? Meu Deus! Deixo o arroba – nada de arromba – e vou para outro. 

@ – Em papo com o meu parceiro-irmão o assunto Pelé veio à tona mais uma vez. Aprendi com ele – o Edson idiota – a separar o criador da criatura. Não é assim que ele quer? A criatura tem toda a minha admiração e respeito, foi o melhor jogador de futebol da nossa história. O criador, porém, não merece a criatura. 

@ – O Edson é um idiota que não sabe pensar sem as chuteiras nos pés. Afinal, ele nunca as usou. Explico: dentro de campo as chuteiras pensavam por ele, o Pelé.  Aqui fora, o Edson, sem o auxílio luxuoso do var em política e na vida mesmo, só tem feito gol de mão – assim como Maradona daqueles tempos em que se tinha de levar vantagem em tudo – ou em impedimento. Um sacana.

 @ – Agora mesmo o criador é homenageado por essa outra praga que nos chegou muito antes do corona. Homenagear Pelé? Se ele estivesse isolado do seu dono ainda poderia ficar calado.  Ali, bem pertinho, um negro acabou de ser espancado e morto, covardemente, no salão nobre do Carrefour.

@ – Dia da consciência negra? Ah, quem dera essa consciência não tivesse cor! Acho melhor calar. As palavras dizem muito pouco. Todas. No meu silêncio cabe tudo. Inclusive toda a minha revolta como cidadão negro. 

@ – nesse exato momento e instante lendo e escrevendo e pensando no escrito. Tudo lido com esses olhos que escolhem as cores com que desejam ver o mundo.  Um dia falei e agora repito: não estou nem aí para os que não gostam dos meus escritos. e das minhas leituras ? misturo todas e bebo como se fosse o melhor dos vinhos! leio poetas como mario quintana, manoel de barros, paulo leminski,  antonio assumpão, sérgio de castro pinto, hildeberto barbosa filho, chico lino, políbio alves, jomar souto, marcos tavares,  linaldo guedes, joão cabral de melo neto, drummond… ora bolas! leio e como poesia com a fome de anteontem!

@ –  Escrevo quando quero e porque eu quero escrever. Leio o que me der na telha e na parede do meu quarto.  Nada daquela leitura dirigida. Um dia o meu bom amigo-irmão-poeta Políbio Alves me disse que nada era mais fácil do que ser um grande crítico fosse lá do que fosse. O Google está para facilitar o dito por ele. humberto eu plural picasa

@ – O “crítico” dá uma lida aqui e outra ali e, sem perder tempo, cola aquilo que leu e que tudo tem a ver com a matéria de sua crítica.  Pode ser que muitos não entendam. E daí? Ele escreve com esse objetivo mesmo. Se muitos entenderem a crítica é besta e ele, por tabela, um péssimo crítico. Ou melhor: não é crítico. 

@ – Assim como crítico não sou nem pretendo um crítico ser, seja lá do que for, escrevo apenas para me divertir. Assim como estou fazendo agora. No mais estou indo embora. Não desta cidade, pois eu sei que ainda gosto muito dela e sei que ela gosta de mim. Nós gostamos.  Fim de papo. 

 

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