A arte de agradar muitas vezes encobre a arte de enganar

A arte de agradar muitas vezes encobre a arte de enganar

ele e eu, ou seja, dapenha e eu

ele e eu, ou seja, dapenha e eu

Outro dia, num papo bem irmão/amigo como o amigo/irmão Dapenha, esse que vocês estão cansados de ouvir por escrito neste espaço (legal: ouvir por escrito), falávamos a respeito dos muitos sabidos que pensam enganar os bestas e, por incrível que possa parecer, esses fingem que enganados estão sendo.

O papo era exatamente sobre isso: o suposto enganador consciente de estar enganando a gente. Tudo muito fácil. O sujeito te conta uma história que previamente tu sabes que essa é mentirosa, no entanto, achando que está te enganando, todo cheio de si e mais ainda um pouco dos outros, sorri escondido diante do espelho do seu – dele – banheiro.

Dapenha, o meu bom irmão, sorria meio assim como se estivesse querendo dizer que conhecia um monte desses pseudos enganadores. E, para não ficar de fora do circo ouvindo apenas as gargalhadas, sorrindo com ele, dessa vez ainda não gargalhando, também confessava conhecer outro monte que continua achando que são capazes de enganar aquele que sabe não estar sendo enganado. Pausa. Complicado, não? Nem tanto.

-  E aí, tu conheces a Maria Madalena?

maria madalena um

E o enganador, ou melhor, aquele que pensa estar nos enganando, responde que sim, conhece “essa mulher” muito bem. E ainda acrescenta que ouviu, em 591, um ano que de tão longe parece nunca ter existido, quando o Papa Gregório afirmou que essa misteriosa mulher “era uma prostituta”. Trocando em miúdos: ele mentiu, e o papa disse uma grande besteira.

Essa aí um mínimo do enganador que pensa estar nos enganando. Se tem muitos assim? Muitos e piores. Acham que nós pobres inocentes iremos acreditar, por exemplo, que ele encontrou, “por acaso”, um pote de ouro debaixo do viaduto Damásio franca, e só mais tarde descobriu que esse pote era de mentira e o viaduto não passava de um túnel.

Dapenha, assim como este MB, não raras vezes se fazem (gostei de plural!) de mortos para flagrar o coveiro descuidado. Por que? Ora bolas!  Vocês sabem.  A frase famosa do Abraham Lincoln poderia muito bem ilustrar estas mal-traçadas. Afinal, não é com uma banana podre que o enganador pegará o meu sanhaço.

- “Pode-se enganar a todos por algum tempo; pode-se enganar alguns por todo o tempo; mas não se pode enganar a todos todo o tempo”.  

É a frase do Abraham.  Velhíssima, mas, sinceramente, acho que ainda pega muito bem quando o assunto é enganar e enganador. Mas, como disseram por aí, “Não quero nunca renunciar à liberdade deliciosa de me enganar”.

 E o meu bom irmão também.

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