A engenhosa tragédia de W.J.Solha

A engenhosa tragédia de W.J.Solha

Ainda estou no ritmo da “Engenhosa tragédia de Dulcineia e Trancoso” de Solha. O “rimance”. Não posso negar que estou sempre atrasado cinco ou dez livros nesta minha ainda curta vida. Pausa. Se curto? Muito! A verdade é que é muita arte para tão pouca vida. Não adianta.

A minha leitura do longo poema (poema, sim) de Solha é feita no ritmo de galope. Vou de Martelo. Um agalopado Martelo. Tipo aquele que um dia Gil de Rosa e este MB, parceiros/irmãos,  num final de tarde, ali na Pedro II, defronte a acolhedora Casinha de Louro, seu – dele – tio, inventamos de inventar.

É esse ritmo – sempre ele – que marca toda a história de Trancoso e Dulcineia. Solha disse – li por ai – que bem poderia ter descrito a tragédia nessa forma de cordel. Não mudou muito. As referências são muitas. Tem muito dele. Isto é, de cordel. Um encantado cordel.

Na verdade essa é mais uma “história de trancoso”. Um bem contada história contada pelo excelente escritor W.S. Solha.  Ainda agora, dias depois de recebido o saboroso presente que ainda degusto, o seu “Rimance”, lembrei a Rosa: outras histórias virão.  Espero. Mas nenhuma dúvida tenhoho.Solha vive com a cabeça vinte e quatro horas em revolução. Invenção. Criação.

Excelente o “rimance” de Trancoso e Dulcineia.

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