A experiência de Pedro Osmar em uma noite experimental!

A experiência de Pedro Osmar em uma noite experimental!

Não porque as suas ausências deixaram o evento menos interessante. Nada disso. Mas pela homenagem. O meu amigo Pedro Osmar, esse que nunca usou um terno, acredito, diferente do Pedro do Raul Seixas, bem que merecia as presenças desses amigos que conviveram com ele e, por que não?, aprenderam a gostar da “brincadeira” por ele inventada.

Não estranhem a “brincadeira” aí. Foi ele mesmo, o mais performático do grupo, quem confessou sem medo de ser feliz ou infeliz, que toda a história do Jaguaribe Carne nunca passou de uma “brincadeira”.  Achei arretada a sua – dele – confissão: tudo uma brincadeira.

Mas se ouviria depois que tudo aquilo era uma brincadeira, como bem falou –e bem – a produtora do Livro x CD, Rosanna Chaves, que acabou dando certo e virando uma “coisa séria. Uma criação que fugiu dos limites do nosso – acho que mais meu – bairro Jaguaribe, a minha República independente, e ganhou terras outras.

Mesmo instado a falar na ocasião, espalhar algumas palavras sobre a história do grupo, mas achando que não era necessário, não falei. Não era preciso. Não foi. Todos os que falaram, na verdade poucos, muito disseram. Entre as histórias e performances contadas por eles, os amigos, sobre o homenageado, eu assinaria embaixo. Tinha outras. Mas essas contadas pelos convidados foram suficientes.

Só acrescentaria, se falado eu tivesse, o esquecimento – ou mesmo desconhecimento – da importância de irmão mais velho de Pedro e Paulo, Osias, na formação do grupo. Pausa. Quase escrevia “erudição”.Tanto que o evento encerado, todos se confraternizando e lembrando fatos que no momento esqueceram, o próprio Pedro reconheceu:

– Tens razão, Beto (é assim que às vezes ele me chama, acrescentando o “Heráclito” do meu pai: Beto de Heráclito”), Osias foi de uma importância singular em nossa formação. Isto tanto como cantor, quanto na composição. Ele era aquele que levava a música clássica e outros clássicos para casa. Um dia bem que poderias escrever sobre ele.”.

Teria isso  falado, se falado eu tivesse, e contado de algumas “performances” do Grupo que vi e a memória guardou. algumas que, creio, nem o próprio Pedro lembrava mais.  Mas, como falei, não achei necessário. Nessa noite todos falaram e bem, contando sobre alguns de suas performances que, acredito, com os passar dos anos  foram esquecidas pelo bom Pedro. Tudo bem. Outro dia contarei.

Em síntese: valeu o programa, o livro e o show.  Uma ótima experiência.

 

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