A  livre rima na feira livre da  uva jubileu!

A livre rima na feira livre da uva jubileu!

Recém-saído – saindo – de uma “clarificação de vista” não acreditei no que a vista via a primeira vista. Avistei. Li uma vez. Duas. Três. Os olhos estavam pescando maravilhosamente bem aquela distância. Não estava enganado. Nem ele. O olho clarificado. Eram mãe e filho vendendo uva – entre outras frutas – na feira livre de Otizeiro. Sorriam. Gritavam “olha a uva!” e soltavam a rima. Gritavam. Agora eram os ouvidos que pareciam enganados. Estariam ouvindo bem? Aproximei-os. Pronto. Agora os olhos limpos e os ouvidos mais abertos do que nunca se uniram. Nenhuma dúvida! Eram mãe e filho. A poetisa era a mãe. A rima era da mãe. O filho apenas sorria.  Tinha a certeza. “O senhor é da justiça? Não senhora”. Sabia que a rima para o jubileu – o filho menor ao lado vendendo a sua poesia somente uva – não pegava bem. Pegou-me. Só não comprei porque de uva eu não gosto. Acreditem. Passa. A uva por melhor que seja passa em branco. Para mim. Ou preto. Escolham. Mas a rima para o jubileu da vendedora de uva me deixou entre o sorriso e o estranhamento.  “Chupa que é de uva!”. Ela gritou quando resolvi pescar o flagrante com o meu celular que só falta falar. Não chupei. Pesquei!

MAE E FILHO PLACA

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