A Minha Casa um Presídio de Segurança Máxima  é  o Mínimo!

A Minha Casa um Presídio de Segurança Máxima é o Mínimo!

Resisti até onde pude, meus amigos. Porém, agora, para a nossa infelicidade, isto é, da Morena e a minha, não vai dar mais pra segurar. Depois de muito relutar, esperar terminar o primeiro tempo, entrego os pontos seguros nesse segundo tempo: vou levantar os muros da minha casa.

Se antes eu já me sentia num presídio de segurança mínima, especialmente para nós que sobrevivemos dentro de casa, presos sem culpa, agora vou transformar a minha casa num presídio de segurança máxima.

Essa segurança, ressalto para não passar a ideia de que o problema está resolvido, se é o máximo para a gente que está dentro dela, não passa de um mínimo para os ladrões e a violência que vivem soltos lá fora.

Não queria, confesso que não queria. O meu terraço foi construído para estar sempre aberto ao meu mundo de familiares e amigos. Como esquecer?! Vai me fazer falta. Nele bastava ficar em pé para ver –  se preciso fosse –  a banda passar tocando coisas de amor e outros sentimentos em falta por aqui.

Ainda em pé, sobre os meus quase dois metros de altura, eu via passar aquele bando alegres de estudantes naquela fase em que a violência não passa de historia da  maldade de  uma  bruxa má que presentou  a Branca de Neve com uma maçã envenenada.

A maldade para eles, livres e inocentes estudantes, nessa fase, está  apenas na história de um Lobo Mau querendo derrubar a casa de Os Três Porquinhos com o seu bafo fedido de lobo. Um desfile bonito de ver e guardar na memória dos olhos para nunca mais se apagar

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3 comentários

  1. Sem dúvida, é lamentável! E agora? Como faremos para ver o parquinho que vez por outra se instala nesta Praça das Bicicletas? Vamos só visualizar, rápidamente, o vai e vem das cabeças dos cavalos alados nos gostosos balanços das canoas! E os vendedores dos Cds Genéricos com seus possantes serviços de som, puxados por motos ou empurrados pelos próprios vendedores? Quer dizer que eu não poderei mais colocar a cadeira na calçada prá respirar este ar sedutor da maresia? Como dizia Dona Chiquinha: “Quá… quero o que…! É o preço do progresso ou do descaso? abs. Aceite meus sentimentos. Viva Jí!

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