A minha mãe…
Dona Chiquinha mais viva do que nunca...

A minha mãe…

 

A civilização cristã-ocidental tem dessas coisas. Eu vou ao cemitério, diz o colega ao lado, prestar uma homenagem aos meus mortos e chorar a sua dor. Chorar a sua dor? Não seria a dor dele? Mas, sendo dele, por que somente hoje? A dor da despedida, toda ela, é passageira. Mas, se a dor dele, mesmo depois de tantos anos ainda não passou, é sinal de que sofre de uma “dor incurável”. Logo, chorar apenas no Dia de Finados é fingimento do meu amigo.

Eu não choro no Dia de Finados pelos meus mortos que embarcaram no Trem das Sete para uma cidade colorida em que os óculos são dispensáveis. O auxilio das bengalas dos olhos lá são (cacofonia, tô sabendo) dispensáveis. Todos veem as cores de olhos limpos. Mas eu chorar no Dia de Finados pelos meus pais? Meus irmãos? Meus amigos? Desculpem os dois leitores meus, mas se tiver que chorar um dia tenham eles a certeza de que não será em um dia como este. E se vou chorar, podem tem mais certeza ainda: será pelos vivos que estão mortos e não sabem!

Um alegre Dia de Finados para todos!

 

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