a ressaca de mim e a capitu que foi apresentada a livinha!

a ressaca de mim e a capitu que foi apresentada a livinha!

Às vezes a gente bebe e amanhece como se tivesse bebido o Oceano Atlântico nos seus dias de ressaca. Sei que aqueles nunca beijaram uma taça de vinho português não sabem o que é isso. E dizem mais: um  legitimo vinho português  não dá ressaca. Sorrio. Estão enganados.  Dá.  Às vezes sentimos ressaca até mesmo da mais cristalina água bebida nas mais pura das fontes.

Não bebo há exatamente uma dose contra a Covid e quinze dias!  Aposentei – momentaneamente, momentaneamente, momentaneamente – o meu vinho português. Às vezes e  somente as vezes  um argentino ou chileno também me pega  muito bem. A espera da segunda dose é esperança de comemorar com segurança ,  tomando  umlegítimo vinho português dias depois dessa segunda, a vida que a Covid estava me roubando –  pouco a pouco –  pelo medo que temos dela. 

 Mas é sobre a ressaca que não tenho motivo para estar que estou falando agora. Também nada a ver (“haver” é outra coisa) com a ressaca dos olhos de Maria Capitolina Santiago que apresentei a minha bela e doce Livinha na última sexta-feira. “Vái, de ressaca! ”? Vou.

Se essa apresentação foi tarde e fora de hora? Nem uma coisa nem outra. A minha bela e doce Livinha tem pouco mais de dez anos de vida e com muito anos e meses de vida no caminho. Apenas. Saí da ressaca? Ainda não. Apenas dei um tempo para falar da minha bela e doce Livinha.

 Enquanto apresentava uma Capitu ainda sem os olhos de ressaca, pois se Livinha sabia o que era ressaca nada sabia de Capitu e de seus olhos, lembrei que nos meus distantes treze anos, sedento de leitura e doido para descobrir novos mundos através dessa, não somente conheci esse povo nosso , de Machado a Augusto dos Anjos, como também os “comia” nessa vontade desesperadora de essa fome matar.

O quarto vivia por inteiro cheio de livros e discos… filmes? Não! Os filmes eram somente aqueles a que assistia no meu Cine Santo Antonio.  Mas não era nele e apenas nele a que assistia os meus “faroestes” e todos os de Tarzan que por lá aparecessem. Os “religiosos” também.   Os dez mandamentos  assisti quando menino-jaguaribe umas…. Dez vezes! Ben-hur, Reis dos Reis e – não poderia ficar de fora – a sofrida Paixão e Cristo.

E Machado de Assis? Assim, logo no comecinho, lendo-o pelas beiradas, começando assim como   está a minha doce e bela Livinha pelo seu (dele) Dom Casmurro, parte de sua conhecida e admirada e gostada  Trilogia Realista, o mais lido (creio) entre os outros dessa trilogia, isto é, Memórias Póstumas de Brás Cubas e Quincas Borba, o achei um tanto chato. Como negar? Mas não falei ainda sobre esses outros dois para… quem? A minha doce e bela Livinha! Fica para outro dia, ok?

E a ressaca?! Tão vendo? Embriagando-me mais uma vez de Machado de Assis e “matando” a ressaca bebendo nos olhos inocentes e belos de Livinha, quase ia me esquecendo! Não adianta: mesmo sem dependerdoo meu vinho, esse que vocês acabaram de saber, português e as vezes argentino ou chileno, amanheci em mim somente ressaca. Será do Corona? Creio que não. Ach que é ressaca desse mundo “cheio de onda” e manias.

machado-machadodassis

Vou perguntar a Livinha.

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