A SEDE DE CEDER EM MIM NÃO CEDE UM SÓ MINUTO…

“se uma nasce por dentro, a outra morre por fora/ uma vem na hora certa/a outra fora de hora…”.

Nem me lembro mesmo quando escrevi essa letra para a música de Gil de Rosa. Ou melhor: nem me lembro quando Gil de Rosa fez essa música para essa letra minha.

Mas, agora, vivendo na minha ilha cercada de livros e discos e filme por todos os lados percebo que ela tem tudo a ver – mais a escutar – com este escriba a Malabarista de Palavras. Profético ?  Ora, nenhuma letra.Nada de profético. Nada de apostar no futuro. Não sou assim. O meu futuro é hoje. Eu pensar no amanhã? Ah, nem pensar! Por isso vivo o meu hoje como se esse estivesse na iminência de virar ontem a cada minuto! Não quero perder o dia nem gosto de  falar amanhã do hoje que não vivi!

Uma é sede de ceder e a outra nem tanto. Não sou de ceder com facilidade. Nunca fui. Uma letra simples numa música boa e fácil de ser ouvida. Nem precisa muito esforço. A letra? Acho que tem um pouco daquela outra que um dia escrevi. Estou assim.

 Confesso na certeza de ser perdoado se algum pecado cometer nessa confissão. Mas se me perguntarem com a qual eu mais me identifico, responder-lhes-eitodo mesoclítico que depende muito do momento que estou vivendo. Mas no fundo, no fundo, bem lá no fundo do ser, este que pouco ou quase nada se preocupa com o ter,  confesso que gosto das duas. Elas dizem muito sobre este Malabarista de Palavras.

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