A sombra do espigões ameaça as nossas praias!

A sombra do espigões ameaça as nossas praias!

Todas às vezes que a força da grana que ergue e destrói coisas belas se impõe e aparece um sujeito defendendo com unhas e dentes – se necessário – e armas das mais diferentes calibres a construção de espigões na orla marítima da capital da Parahyba, lembro-me daquele poeta que ficou puto a vida inteira ao encontrar a sua cidade modernizada e  mando   sem poesia  a putaquepariu o responsável pelo que considerou um crime.

 Eu desconfio de seus cabelos grandes. Assim cantava em tempos áureos Alceu Valença assombrado com a própria sombra. Eu aqui com os meus botões a cada dia mais carne do que osso desconfio mesmo de todo o mundo que defende a construção de espigões na orla da capital paraibana alegando que a sua não construção impede o seu – da minha capital – desenvolvimento econômico.

Não moro na praia nem pretendo. Mas, se lá morasse, seria ainda mais intransigente nessa minha defesa pela não construção de espigões. E não seria apenas como muitos possam pensar porque os espigões, morando em casa, pois, detesto apartamento, iriam tirar a minha privacidade, o meu direito de tomar banho de piscina nu e bem acompanhado de minha mulher também nua e por mim acompanhada.

Lembro-me  que houve um estudo aí feito pelos amigos da natureza contra a construção de espigões, não me levantando nenhuma desconfiança, provando que essa construção iria sufocar – em todos os sentidos – o povo paraibano, contribuir para a poluição de nossa bela e cobiçada orla e provocar um desequilíbrio ecológico que não estava no gibi, mas no dito cujo, ou seja, nesse estudo. Eu continuo acreditando. Nos espigões? Não! No estudo!

Os pessoenses, principalmente esses, os mais beneficiados e  com a construção de espigões os mais prejudicados também, deveriam era se unir e acabar de vez com essa ambição desenfreada dos nossos ricos construtores. Nada contra o progresso, mas tudo pelo bom-senso. Lembraram não? Eu também. Mas não vou apelar como fez o  Roberto Carlos que sem apelo algum, como mesmo elas mesmo confessaram, foi o primeiro a traçar a Ternurinha Wanderléia… Hummmm! E um  “Queijinho de Minas”.

Defendem os amigos – e muy amigos dos pessoenses! – dos espigões que precisamos de hotéis para abrigar os muitos turistas que vêm a nossa cidade adivinhem fazer o quê? Seria trágico se não fosse cômico:  vem a nossa cidade, por incrível que possa parecer, justamente para assistir  a esse espetáculo da natureza que é uma orla livre de espigões! Mas, para os empresários, os especuladores imobiliários – nomes horríveis! –, povo desenvolvido não é orla limpa, mas povo com espigões!

Não é mesmo divertido? É não!

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