ACABOU A FARRA! VAE VICTIS!

A eleição  ainda não acabou. Não votei. Não votamos.    Mas vai acabar daqui a pouco. Os abraços e beijinhos também. Restarão apenas os tchau, tchau e tchau e os “santinhos” sorridentes espalhados pelas ruas.

O estoque de álcool para lavar as mãos e o corpo e alma que muitos acreditam ter, vai ser reposto para ser usado na próxima eleição. O uso do álcool em tempos de eleição nos remete aos velhos carnavais em que o lança-perfume era a droga dos mais ricos. Uma farra! Uma festa!

O álcool, assim como acontece aos motoristas comuns, deveria também ser proibido pela “lei seca”. Muitos candidatos fazem uso dele depois de um forte “abraço de eleitor” e um pegar desajeitado na criancinha suja que vale os votos dos pais.   Mas, para a infelicidade geral da nação consciente, diferente do carnaval, eleição não tem todo ano.

Sentirei a falta do bom-humor no Horário Eleitoral Gratuito, esse que muitos ainda insistem em chamar de “gratuíto”. Assim mesmo, com esse “í” gritante que nos fere os ouvidos. Por aqui,  pelos menos nos programas assistidos por este Malabarista de Palavras, bem-humorado que sempre esteve não viu um só candidato que merecesse entrar para o “rol da fama” de bons humoristas. Todos sem graça. Falando sério.

 Hoje o sonho acaba para os derrotados, e começa para os escolhidos. Esses, os escolhidos, se refestelarão nas suas casas com os seus – deles – em praias distantes.  Um abraço ou sorriso? Tudo bem. No começo, mesmo depois de eleitos, ainda virão cidadãos comuns e mortais para o agradecimento. Mas não passará disso. Aproveitarão para agradecer o emprego, prometendo cumprir o que prometeram e principalmente o que não prometeram  em campanha.

Depois de uma eleição vitoriosa tudo vale a pena, mas nada de alma grande ou pequena. O que vale é ganhar. O povo banguela não tá nem aí para os que vão para “Casa da Mãe Joana em Brasília”, nem para os que ficam por aqui em suas – deles – casas mais seguras que celas em presídios com regime diferenciado. E o povo banguela sorri com a prótese que recebeu na campanha, achando que o eleito foi igual a ele. Tudo acaba bem. Principalmente para os eleitos. É a farra. A lama. Pior: é o fim do caminho. Mais uma eleição acabou. Aos eleitores tudo, ao povo as batatas.

Compartilhar...Share on FacebookShare on Google+Tweet about this on Twitter

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Required fields are marked *

*


8 + dois =

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>