Aldo Lopes de Araújo e um pseudônimo que teima em despontar para o anonimato

Aldo Lopes de Araújo e um pseudônimo que teima em despontar para o anonimato

EU PLURAL:

arte e manhas da palavras capa

 

Vez em quando ou de quando em vez, deixo que vocês escolham, aqui da minha ilha cercada de livros e discos e filmes por todos os lados, com a permissão do bom Tião Lucena, espalho algumas mal-traçadas no seu lido e relido e bulido (um mexe-mexe de olhos danado!) Sítio de Tião. Uma satisfação da gota serena. E faz tempo. Só que (feio?), por mais que apareça, aparece sempre alguém duvidando da existência deste Malabarista de Palavras. Um pseudônimo. Muitos dizem.  Uma invenção de alguém que não quer despontar para o anonimato.

Outro dia, esse não muito distante, disseram ser esse velho espalhador de umas palavras – vejam só! –  a “revelação do jornalismo parahybano”. Eu revelação?  Quá! Quá! Quá! Quá! Quá! Ainda morro de tanto sorrir, para acordar gargalhando! Passou. Passou. Passado.

Agora, passado, eis que me deparo com mais um texto arretado desse princesense que escreve como poucos que conheço nesta minha já vivida – e vívida! – vida desse mundo de meu Deus, sobre o pseudônimo que sou. E não é porque esse pseudônimo sou eu. Mas dúvidas não tenham nunca: um dia, quando eu crescer, assim como disse outro dia para o Fausto Wolff, quero ser um escritor como Aldo Lopes.  E, se não bastasse, nascer em Princesa Isabel – sem deixar de chamar esse berço de “Meu Jaguaribe! ” – e escrever um livro arretado de bom –entre muitos – como o seu – dele – O Dia do Cachorros.

Se fiquei orgulhoso de mim? Tanto que estou contando essa história para vocês, e “me distribuindo” autógrafos a cada 15 minutos. Isto, claro, enquanto esses famosos não passam (risos). Putabraço, meu ótimo amigo, obrigado. A ponte no peito, faz tempo, estará sempre livre!

 

Meu caro e bom Tião.

(com o meu subtítulo de “Esse pseudônimo é um nome falso!”).

Alguns leitores do seu “boiga” desconfiam que 1 Berto de Almeida é um pseudônimo. Também acho. Até a foto do cabra é uma caricatura tirada da imaginação de um chargista, cujos traços geniais deitam mais lenha na hipótese da inexistência dessa pessoa, sendo quase impossível ter alguém com esse tipo de nome registrado em cartório. Até hoje só tomei conhecimento de Um Dois Três de Oliveira Quatro, Ava Gina e Bucetilde.

Os escritos desse tal 1 Berto são excelentes, a gente percebe o domínio que o dito cujo tem da língua, escreve brincando, e o resultado é um texto lúdico e leve como uma pluma, por mais rude e ogro que seja o tema. Assim, em matéria de talento com a escrita, não existem 2, 3 ou 4 Berto de Almeida, só existe um, como um só Deus, para os crentes. Se esse cidadão existisse, como diabos ele ia ingressar na Academia Brasileira de Letras, ou na Academia de Lorotas de São José de Princesa? Teria pois de mudar de nome.

Tomei conhecimento em crônica recente de uma ponte construída no seu coração. Para a obra, inadiável, não houve concorrência fraudulenta nem superfaturamento. Os engenheiros desentupiram os canais e acabou restabelecido o fluxo sanguíneo do corpo do dono desse pseudônimo.

Parece que estou vendo o então provável defunto entrar no consultório do cirurgião já com o pedido engatilhado: “Doutor, meu coração anda ultimamente num ritmo que não quero, devolva-lhe o bolero ou me retire do salão”, como no poema de Marcus Tavares, irmão de Anco Márcio, que não era pseudônimo algum e um AVC precoce o fez abandonar a festa.

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