AÑOS

AÑOS

(UM TEXTO DE J.M.VICTOR)

marcia

Nesse mundo de incertezas, dores, angústias, decepções e fraquezas, tenho apenas duas certezas: a da morte e a do amor. Camacho Funchal afirma que “A maior certeza do homem é o grau da sua estupidez”, mas José Américo dizia que “O que tem de ser tem muita força”.

Conto que certo dia o meu olhar cruzou com o de uma morena de uma forma tão encantada, que naquele instante senti que estava irremediavelmente perdido. Sutilmente o coração bateu um pouco fora do normal e aquela imagem maviosa invadiu o meu sonho durante toda a noite.

Já se passaram muitos anos desse acontecimento e, de vez em quando, me pego cantando Mercedes Sosa: “El Tiempo passa/ Nos vamos poniendo viejos/ Yo el amor/ No lo reflejo como ayer”. E concordo plenamente quando se diz que, no final, se impõe sempre um pedaço de razão.

Dizem por aí que a paixão é passageira, e o amor é eterno. Que a paixão finda, e o amor permanece. A exceção da regra é paixão e amor permanecerem abraçados durante toda uma existência em permanente “Estado de Poesia”.

Mas pode ter certeza que isso acontece porque ninguém é capaz de fazer um poema, se não estiver apaixonado. Comemoro 35 anos de casado escrevendo da forma mais piegas possível, porque esse é o sentimento que invade o coração dos apaixonados. E acredito que ainda é tempo para se falar de amor.

Em tempo do Eu Plural: O belo soneto que segue logo abaixo, esse mesmo que ilustra em cima o texto, pode ser cantado (métrica e tempo sem quaisquer alterações) como Raimundo Fagner em seus melhores dias cantava o “Fanatismo” da poetaça Florbela Espanca.                                                                                                         marcia pooema

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