Aos Vagas Bundos e Bundas

Aos Vagas Bundos e Bundas

(Cantinho da Cultura)


A palavra vagabunda, uma descoberta que não foi deste escriba e que muitos ainda não sabem, deriva da palavra vagal, que está correlacionada com desocupada, sem profissão, ou não tem dono. Vagal possui uma estreita relação com a palavra vadia, o que, convenhamos, tem um significado igual e complementar.

 A história relata sua primeira aparição a mais ou menos – a medida é adequada – 2500 anos atrás (se não colocasse “atrás”, usaria o verbo haver, no caso “há 2500 anos”), quando Júlio Cesar, o imperador, pediu a cabeça da FABIOLA (dizem que o Júlio não era muito chegado às outras partes não), uma cortesã que na época era conhecida como a maior e mais popular “vagal” de todo Império Romano. Temos muitas hoje por aqui, não duvidem. Eu conheço umas… zil!

A palavra, como muitas que conheço e vocês também, sofreu alteração fonética. A primitiva era vamunda, ou seja, vagamundear era o mesmo que andar a esmo pelo mundo, sem ter paradeiro certo, ou referindo-se a pessoas que não tinham ocupação ou trabalho. Há até uma relação analógica entre o significado de vagabunda e mulher de vida fácil, o que não se justifica concretamente.  Pois, como vocês sabem, nem toda mulher de vida fácil leva uma vida de vagaBUNDAgem.  Mais fácil o contrário.

Agora, vagabundagem, essa verdadeira, também se refere a pessoas que dependem do dinheiro de outras para sobreviverem. Seria, como costumamos dizer, parasitas. Pausa. E agora? Falar do filme vencedor (confesso que ainda não acho o filme “tudo isso”) do diretor sul-coreano Bong Joon? Ainda não. Falo/escreve sobre Vagabundos, não parasita no sentido lato.

Tem muitos vagabundos e vagabundas por aí se vendendo por dois ou três reais a mais que o valor recebido para continuar babando os sacos de seus patrões.  Não conheço nenhuma Fabíola mais sacana que essa que no momento não ouso dizer o seu nome. Nem quero.

A vagabundagem, nesse Cantinho da Cultura, como vocês leram, diferente do samba, não é uma coisa nossa. Por isso não podemos desfilar por aí ostentando no olhar mais essa conquista. Também nada de sair por aí com m ar de “sou o inventor da verdadeira vagabundagem e todo o resto é vagabundagem pirata”.

Vai trabalhar, vagabundo? As vagabundas também!

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