Arrrigo e maestros amigos e este escriba

Arrrigo e maestros amigos e este escriba

Nesse dia Arrigo Barnabé desfilou somente dor de cotovelo. Soltou a voz rouca a  la Louis Armstrong. A ironia veio como marca registrada. Arrigo era só ironia.  Show do começo ao fim. O papo no camarim improvisado do Ponto de Cem Réis foi somente sorrisos e confraternizarão.   Aproveitamos para resgatar velhas e melódicas lembranças.  A cerveja na mão e a gravata vermelha no pescoço.  Uma foto ? Sem gravata não dava. Correu e foi pegar  a dita cuja. Fazia parte do cenário. Lembrei o seu “Clara Crocodilo” e o grito emocionado de Caetano Veloso saudando o novo ídolo. “E viva Arrigo Barnabé!”. Caetano é um maluco, disse-me  sorrindo.  Estava admirando. Não esperava que alguém  por aqui lembrasse a  história. Lembrei.  Caixa de Ódio.  Só Lupicínio Rodrigues na Caixa. Arrigo  e companheiros são excelentes músicos. Arrigo Barnabé (voz),  Paulo Braga (piano) e Sergio Espíndola (violão e baixolão). Todos simples e geniais.

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