As cigarras de Sérgio de Castro Pinto

As cigarras de Sérgio de Castro Pinto

Disse outro dia e agora sem medo de ser repetitivo volto a repetir: quem ainda não leu e viveu – isso mesmo: “viveu” – “as cigarras” do Poeta – assim mesmo, com P maiúsculo – Sergio de Castro Pinto no quintal com aquele “se, se, se, se” agora por ele eletrificado, perdeu o bonde da esperança poética e esqueceu a história de sua infância! O Kipling aí foi arretado! E colocar poesia em “gargarejam vidros moídos”? Deus do céu! Todas às vezes que as cigarras cantam eu me ligo nelas, plugo-me nesse poema!

 

as cigarras

 

são guitarras trágicas.

 

plugam-se/se/se/se

nas árvores

em dós sustenidos.

 

kipling recitam a plenos pulmões.

 

gargarejam

vidros

moídos.

 

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8 comentários

  1. sergio de castro pinto

    obrigado, humberto, por divulgar a minha poesia.
    abraços do
    sérgio

  2. sergio de castro pinto

    agora que me dei conta, faltou o verso final:
    o cristal dos verões
    abraços

  3. waldemar josé solha

    O Sérgio é um grande poeta e você um imenso leitor: quanta gente conheço que sabe do poema If, do Kipling?

    • Humberto

      mestre solha! afinal, somos do meio! “se” outros conhecerem , feliz deveria ficar o Kipling! putabraço! obg. pela leitura! aguardo os excelentes textos do amigo e mestre!

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