Arquivos do Autor: Hildeberto Barbosa Filho

Coisas que eu não sei

COISAS QUE NÃO SEI PICASA

Muitas coisas não sei.  Sei que as coisas que não sei são muito mais que as coisas que sei.  Digo que sei, mas não tenho certeza.  Na verdade, não sei se sei. Na verdade, não sei se não sei. Sei que não sei quase nada, e quanto mais aumenta meus anos de vida, curiosamente cada ano a menos, como diz ... Leia Mais »

O ser e o mar

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“Entre as muitas maneiras de se combater o nada”, diz o narrador de “As babas do diabo”, conto de Julio Cortázar, “uma das melhores é tirar fotografias, atividade que deveria ser ensinada desde muito cedo às crianças, pois exige disciplina, educação estética, bom olho e dedos seguros”. Perfeito! Com certeza, todo fotógrafo que não se limita apenas ao apuro da ... Leia Mais »

Tocar sino

Bell Hanging in an Arched Opening

 Tocar sino não é mesmo uma profissão. Uma profissão como médico, engenheiro, advogado, carpinteiro, professor e tantas outras mais, com seu devido registro em instituição ou órgão regulador, vinculados ao Ministério do Trabalho. Tocar sino é missão do corpo, da alma, do coração e da sensibilidade, não importa a ausência de dispositivos instrumentais que a normatize junto ao mercado econômico ... Leia Mais »

Cidades mágicas

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Se as cidades, em si mesmas, não são mágicas, pois dotadas da intangibilidade irredutível do real, mágicas podem ser, não obstante, para esse ou aquele habitante que delas guarda e preserva algum resíduo de memória, alguma fatia de afeto. As cidades, pequenas, médias e grandes; próximas, distantes, conhecidas ou desconhecidas; reais, imaginárias, vivas, mortas, fantasmáticas, visíveis e invisíveis, todas são ... Leia Mais »

Coisas que não sei!

coisas não sei

Muitas coisas não sei.  Sei que as coisas que não sei são muito mais que as coisas que sei.  Digo que sei, mas não tenho certeza.  Na verdade, não sei se sei. Na verdade, não sei se não sei. Sei que não sei quase nada, e quanto mais aumenta meus anos de vida, curiosamente cada ano a menos, como diz ... Leia Mais »

Aquela banda não passou!

bandinha dois

Eram cinco horas da manhã. O frio varava o corpo pesado de sono num quartinho de hotel na serra de Cuité. Era a “alvorada” que descia das nuvens espessas e úmidas molhando os remígios de uma pobre alma solitária. A esta “alvorada” juntava-se outra, quase como “sons subterrâneos do orbe oriundos”, como diria Augusto, embora não fosse o “choro da ... Leia Mais »

Colecionar é preciso!

coleção hildeberto

O que você coleciona? Moedas, selos, santos, carros, cartões, gravatas, relógios, ilusões, amores, decepções? Eu, por exemplo, coleciono pedras, pentes, pássaros, perfumes, personagens, poemas, chapéus, chaveiros, chocalhos, chuva… Decerto, colecionar é uma estranha necessidade metafísica de imprimir uma ordem aos materiais do mundo. Uma ordem, mesmo que externa e aparente. Mesmo que insustentável como qualquer ordem que se preze e ... Leia Mais »

Carta ao poeta (V): Canta, Bob!

“Te compreender é ida sem volta / Escuto o futuro ficando pra trás”, você cantava, Bob, na “íris rara” de sua voz, os versos musicais de seu parceiro, Bebé de Natércio. Cantava, canta e vai cantar, velho amigo, em outros bares e em outras noites, que os espaços infinitos são poucos para a voz tépida, terna e harmoniosa que os ... Leia Mais »

Autores reais, livros imaginários

livros imaginários

Certos autores existem e são reais; certos livros não existem e são imaginários. Esses autores poderiam muito bem escrevê-los. Por exemplo: W. J. Solha, valendo-se da vastidão e da variedade de suas leituras, possui engenho e arte para escrever uma “Anatomia invertebrada das falsas citações” ou um “Dicionário bilíngüe das afinidades eletivas entre o bancário, o ator, o pintor, o ... Leia Mais »