BOAS E MÁS NOTÍCIAS NUMA TERÇA TRANSFORMADA NUM DOMINGO PELA MANHÃ!

BOAS E MÁS NOTÍCIAS NUMA TERÇA TRANSFORMADA NUM DOMINGO PELA MANHÃ!

“Oiniranga aká, palaiê itchare, paitiriri, pakiriri”*!

Esse foi o primeiro pensamento que me veio à cabeça, enquanto  escutava  Marlui Miranda nas primeiras horas da manhã desta  terça-feira. O dia bem que poderia ser melhor. E será. Não será difícil transformá-lo numa bela manhã de domingo.

Notícias ruins nas primeiras horas do dia não é bom sinal. Mas, assim como acontece sempre, não há nada que me tire a certeza de que poderia fazer melhor o meu dia. Sempre.

Acredito muito no ato de lutar para que o “dia seja melhor”. Esperar que ele amanheça me oferecendo flores e passarinhos cantando no meu quintal é uma tolice que nem mesmo os tolos, apesar de tolos, conseguem imaginar.

Sou um sujeito condenado ao otimismo. Encontro  sempre uma solução para um problema que parece insolúvel. Mas nada de ser um sujeito das coisas impossíveis. Isso é lá com Deus. Sou uma pessoa que não acredita que o amanhã não possa ser melhor do que hoje. Um tipo que luta todos os dias para que isso aconteça: o amanhã ser melhor do que hoje.

As coisas acontecem lá fora e, mesmo que sejam as piores coisas deste mundo, pouco ou nada contribuem para que aconteça algo igual dentro de mim. Não que seja uma “armadura de corpo e alma’”. Não sou. Tenho cá as minhas fraquezas e não as troco por nenhuma fortaleza que possa existir no  mais  forte dos homens.

Afinal, acho que são  essas pequenas fraquezas  que me preparam para ser o sujeito forte que sou. Nordestino. Mas sem aquela história alencarina de ser um forte antes de tudo. Um homem. Antes de tudo isso. Um homem cheio de imperfeições e consciente de ser  um projeto de Deus que não deu certo.

Mas um homem disposto a melhorar, ser melhor a cada dia. No entanto, se esse homem que sou  não consegue, nem por isso estará condenado a seguir por toda esta vida cometendo erros e mais erros. Tudo que acontece é porque simplesmente tem muita força para acontecer. Disseram outro dia. Digo agora.

Às vezes, não muitas, sabemos fazer a nossa hora. Mas, como nem sempre isso é possível, aprendemos esperar acontecer, para somente depois acertar a hora do nosso relógio ou uma nova hora fazer. Sou um tipo que nos finais de semana não usa relógio. Não fala em celular. O tempo é meu e o silêncio é meu mais ainda! Às vezes pode acontecer de querer dividir esse silêncio de final de semana com alguém,  e multiplicar o meu tempo. O tempo demora a passar,  e esse  silêncio dividido fica mais gostoso.

Não gosto mesmo é de notícias ruins pela manhã. Em nenhuma hora do dia. Mas, se assim acontecer, aproveito os dez minutos depois de a notícia saber, para escrever umas mal-traçadas  e, arriscando pecar na métrica ou na falta dela, arvorar-me  a cometer um poema.

Hoje é um dia assim.

Foi.

 

*”Eu vou levar você comigo para o céu”

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