BORBOLETA É A POESIA EM MOVIMENTO!

BORBOLETA É A POESIA EM MOVIMENTO!

NÃO SOU RÉU, mas confesso que apesar de procurar um cartum ou charge que fizesse – pelos menos isso –  um dos meus dois leitores sorrir e acabar numa gargalhada, não consegui encontrar. Sorrir. Gargalhar. Pausa. Eu queria um sorriso. Um. Apenas um. Uma gargalhada seria querer demais. Não queria. 

 Os motivos para isso são muitos. O mundo anda sério demais. Os homens andam sérios demais. Todos os dias, aqui em alhures, tem gente sendo morta de bala ou de vício. Se isso é sério? Demais. As pessoas andam sérias como estátuas da Ilha da Páscoa. Sorrisos?  Esses nem aqueles que enfeitavam os jardins de Dona Chiquinha nas manhãs de setembro.

 O espaço – esse –  foi criado para isso: uma charge ou cartum. A poesia, não. Essa tem o seu lugar marcado na vida. No espaço. Afinal, todo lugar é lugar de poesia. Toda hora é hora de poesia. Aqui e agora. A poesia é necessária. Está ali e aqui. Em todo lugar. Independe do poeta para existir. Assim como a música não precisa de um músico que a escreva ou toque para sacramentar sua existência.

 Confesso, mesmo não sendo réu, que procurei   um cartum ou charge que rasgasse num sorriso a boca de um dos meus dois eleitores de um canto a outro.  Os dois não. Seria querer demais. Mas um sorriso verdadeiro. Apenas. Esse que vale por mil intenções de gargalhadas. Tudo bem.  As intenções também tem o seu valor. Mas, em se tratando de sorriso, as intenções são sérias demais

 No entanto, passeando por aí, sorrindo aqui e ali, encontrei esse cartum. Acho que é isso: cartum. Uma atemporal criação.  

Sempre encontraremos por aqui ou em alhures alguém que goste de borboleta. Pausa. Todos gostam. Faz bem aos olhos e o coração o seu – da borboleta – colorido pintado pela mão da natureza. Uma tinta que não se encontra no comércio dos homens. Nenhuma dúvida: a borboleta é poesia em movimento. Uma borboleta são versos livres nas asas da imaginação. Não estranhem: a imaginação tem asas. Voa.  

 Pois é.  Estou nessa fase de ver poesia em borboletas. Amanheci em mim assim.  Portanto, peço que desculpem este Malabarista de Palavras que amanhece vendo poesia no movimento das asas de uma borboleta. Pois foi. Fui despertado nesse sábado pelo silencioso voar de uma delas. E, porque hoje é sábado, sigo com essa voando.

Ótimo sábado para ela!  Ah, e para os poetas também! Para todos!

 

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