Candido Portinari e Vinicius de Moraes: um casamento quase que perfeito.

Candido Portinari e Vinicius de Moraes: um casamento quase que perfeito.

É um livro aqui e outro ali. O mesmo acontecendo com os filmes e discos. Na chuva, na rua ou na fazenda. Escritório, sala, quarto ou banheiro. Eles estão por toda parte. Os mais diferentes assuntos. História, música, cinema, teatro. Arte. Análise de crenças espirituais e umbandistas e outros. São muitos e diversos.

Agora mesmo acabei de sair da ótima palestra do imortal Damião Ramos sobre o absurdo no Poeta do Absurdo, Zé Limeira, e me danei (gosto do termo) pelos caminhos simples e nada tortuosos dos “papos e conversas e lembranças” do “Garoto de Ipanema” Vinicius de Moraes, de Alex Solnik.  Bom de ler. Desopilar. Breves relatos. Simples. A linguagem e os relatos. Mas todos gostosos de ler.

Vinicius era mesmo o cão chupando manga quando o assunto era mulher.  Tinha 1,70 de altura e pesava 73 quilos.  Apenas ?! Tão vendo ?! Nada a ver – nem contar ou escutar –  com aquela história de “baixinho”. Um metro e setenta não é baixo aqui nem por lá.  Essa (a história) é pura inveja desse comedor de mulheres bonitas.

 Ah, quase me esqueço: as feias também. Ele traçava todas. Mas a história continua com aquela basteirada de “as feias que me desculpem…”. Talvez pedisse desculpas pelo fato de nunca apresentar as feias comidas por ele. Mas em se tratando de mulher o poetinha era isso mesmo com ph de Pharmacia.

Porém, longe da mulherada que ele passou, Alex Solnik, o autor do leve – levei comigo e numa passada só, sem pular uma só história, o degluti – “Garoto de Ipanema”, conta uma historinha sobre o poetinha que eu achei arretada. A história? Simples. Eu conto.

 Candido Portinari, aquele, fez um retrato de Vinícius, ele com 25 anos, e deu de presente a Tati, sua primeira mulher. Mas, como tudo tem o seu final, um dia se separaram. Chegaram ao fim. Vinícius então pediu o seu retrato pintado pelo Portinari e a ela presenteado, e Tati, sem nenhum porém, deu.  E lá se foi  o Vinícius  embora levando a única coisa que era tudo para ele.

 Mais tarde, você sabem bem a história do poetinha x mulheres, foram muitas e cada uma mais bela que a outra, essas apresentadas e apesentáveis, Vinícius casou com Lucinha Proença que, para sua surpresa, essa tinha, assim como ele, um retrato pintando pelo Portinari!

 E agora, se o seu tesouro, o retrato pintado pelo mesmo Portinari, ele tinha dado de presente a sua filha Suzana?!Mas não pensou duas vezes: pediu para que a filha devolvesse.  E ela, pela sua vez, não pensou também duas vezes: devolveu-o ao pai.  Vinícius de Moraes queria que os “Portinari” deles ficassem lado a lado “se amando”(sic). E assim, praticamente “casado” com Portinari, viveram juntos, o retrato e ele, por 42 anos!

 Conclusão: foram 42 de casamento.  E  como bem ressaltou o Alex, mais do que  com qualquer mulher ou parceiro. Não é bonitinha história? depois eu conto mais.

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