A Capitu de Machado

A Capitu de Machado

 Eu plural: lendo aqui e descartando ali muita coisa que não merece ser lida. é o corona? alguém pode perguntar. um dos meus leitores. pouco a ver.  o mal é mesmo essa “doença” de que sofro desde os meus tempos de menino-jaguaribe. isso.  a “doença” é o hábito da leitura que virou tatuagem em meu corpo e me fez voltar ao bom e sempre novo bruxo do cosme velho. pausa. o bom ariano suassuna não gostava de machado de assis. e achava dom casmurro um romance menor. deveria ter lá suas razões. tinha. eu, porém, gosto muito. capitu é a personagem da nossa literatura. a cara.  a maior para este mb. pausa. hoje confesso que amanheci com a rosa ao meu lado. todos os dias. a rosa é LOGO MARCAUNGUINHO-picasa-261x300 PICASuma (sic) personagem maior do que ela. mas capitu não dorme nunca. acordem para machado de assis! – 1berto de almeida.

 

CAPITU

“Maria Capitolina Santiago, mais conhecida como Capitu. Era uma mulher por dentro e por fora, mulher à direita e à esquerda, mulher por todos os lados, e desde os pés até a cabeça.

Os olhos são assim de cigana oblíqua e dissimulada. Olhos de ressaca. Traziam não sei que fluído misterioso e enérgico, uma força que arrastava para dentro, como a vaga que se retira da praia nos dias de ressaca.

Tinha uma dúzia de gestos únicos na terra. Suas curiosidades eram de varia espécie, explicáveis e inexplicáveis, assim úteis como inúteis, umas graves outras frívolas; gostava de saber tudo”

(Fonte: Pati, Francisco. Dicionário de Machado de Assis. São Paulo (SP) : Conselho Estadual de Cultura, 1972)

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