Cardozo vai para a AGU e aliado de Wagner assume Ministério da Justiça

Cardozo vai para a AGU e aliado de Wagner assume Ministério da Justiça

Petista é atualmente o ministro mais próximo de Dilma e ela quer preservá-lo no núcleo de decisões do governo

José Eduardo Cardozo ao lado da presidente, Dilma Rousseff durante a 1ª Conferência de Política Indigenista, em 2015
José Eduardo Cardozo ao lado da presidente, Dilma Rousseff durante a 1ª Conferência de Política Indigenista, em 2015

RIO – O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, vai ocupar a Advocacia Geral da União (AGU), substituindo Luis Inácio Adams. Para o lugar de Cardozo irá Wellington César, ex-procurador-geral de Justiça da Bahia. Líderes dos principais partidos de oposição avaliam que a mudança na Esplanada é fruto de pressão exercida pelo PT e pelo ex-presidente Lula.

A presidente Dilma Rousseff confirmou a movimentação em nota publicada na tarde desta segunda-feira, 29. Dilma agradeceu a Adams pelo trabalho à frente da AGU e desejou sucesso em sua carreira. “A presidente da República agradece os valiosos serviços prestados ao longo de todos estes anos, com inestimável competência e brilho, pelo Dr. Luís Inácio Adams, e deseja pleno êxito à sua atividade profissional futura”, diz o texto. Adams solicitou o seu desligamento por motivos pessoais.

A presidente Dilma Rousseff ficou contrariada com o vazamento da notícia sobre a saída de Cardozo porque a deixou sem margem de manobra para evitar que ele deixasse o Ministério da Justiça. Cardozo decidiu entregar o cargo por causa da pressão do PT, que aumentou depois que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva virou alvo das investigações da Operação Lava Jato.

Cardozo é atualmente o ministro mais próximo de Dilma e ela quer preservá-lo no núcleo de decisões do governo. O ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, indicou Wellington Cesar para o lugar de Cardozo na Justiça.

A decisão de Cardozo de entregar o cargo foi tomada neste domingo. A amigos, ele confidenciou não suportar mais a pressão do PT, seu partido, agravada depois que a Operação Lava Jato, da Polícia Federal, passou a investigar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em sua comunicação, o Planalto aproveitou para informar a troca no comando da Controladoria Geral da União (CGU). Sai Carlos Higino, que estava interinamente no cargo de ministro-chefe do órgão para assumir Luiz Navarro de Brito. Dilma também agradeceu Higino por “sua dedicação” à frente da CGU.

Janot. Na tarde desta segunda, Cardozo terá uma de suas últimas agendas como titular do Ministério da Justiça. Às 15 horas ele tem audiência com o procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Foi Janot que apresentou denúncia contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), pedindo o afastamento do deputado do cargo. O Supremo Tribunal Federal (STF) vai julgar o caso na quarta-feira, 2

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