Carmen Miranda

Dom Cardoso
Carmem Miranda – A brasileira mais famosa do século 20.

MARIA DO CARMO MIRANDA DA CUNHA, artisticamente conhecida como Carmen Miranda, foi uma cantora e atriz brasileira, de nacionalidade portuguesa, nasceu em Marco de Canaveses, no Distrito de Porto, Portugal, no dia 9 de fevereiro de 1909. Filha do barbeiro José Maria Pinto Cunha e de Maria Emília Miranda, em 1910, com apenas dez meses de idade, junto com sua mãe e sua irmã Olinda, veio para o Brasil, onde seu pai já morava.

Carmen Miranda foi criada no Rio de Janeiro, no bairro da Lapa, estudou em colégio de freiras e aos 15 anos Largou os estudos e começou a trabalhar na La Femme Chic, uma confecção de chapéus, localizada no centro do Rio de Janeiro, onde estudou moda e aprendeu a costurar, pegando o gosto pelos turbantes, que viraram sua marca registrada.

Sonhando em ser atriz e cantora, nas horas vagas, cantava e dançava para animar pequenas festas. Em 1929, foi apresentada ao compositor Josué de Barros que logo a levou para se apresentar em teatros e clubes. Estreou como cantora na Rádio Sociedade. Gravou seu primeiro disco com as músicas “Triste jandaia” e “Iaiá, Ioiô”.

Seu grande sucesso veio com a marcha-canção “pra você gostar de mim” (1930), que ficou conhecida por “Taí”, escrita especialmente para ela pelo famoso compositor e médico Joubert de Carvalho. A canção foi um sucesso e o disco vendeu 35 mil cópias no ano de lançamento, se consagrando como recorde de vendas para a época. Carmen Miranda era então aclamada pela crítica como “a maior cantora do Brasil. No dia 30 de outubro do mesmo ano, Carmen Miranda já estava fazendo sua primeira turnê internacional em Buenos Aires, na Argentina. Em 1933, foi a primeira mulher a assinar um contrato com uma rádio. Entre 1933 e 1938, retornou à Argentina mais oito vezes. Carmen lançou outros discos e se transformou na principal estrela do Cassino da Urca no Rio de Janeiro. As apresentações no cassino funcionavam como passaporte para o ingresso no mundo do cinema.

Com o crescente sucesso na indústria fonográfica, lhe garantiu um lugar nos primeiros filmes sonoros lançados nos anos 1930. Carmen Miranda participou de cinco musicais carnavalescos lançados nesse período como “Alô, alô Brasil” (1935) e “Alô, alô carnaval” (1936). Em 1939, ela apareceu pela primeira vez caracterizada de baiana, personagem que a lançou internacionalmente, no filme “Banana da terra”, dirigido por Ruy Costa. O musical apresentava clássicos como “O que é que a baiana tem?”, que lançou Dorival Caymmi no cinema.

Dos 21 anos aos 29 anos, entre 1930 a 1939, Carmen Miranda foi a maior estrela do disco, do rádio, do cinema, dos palcos e dos cassinos brasileiros e americanos. Recordistas em gravações, vendas, cachês, salários e, principalmente, em amor. Era adorada pelo público, respeitada pelos colegas, disputada pelos veículos de impressa, desejada pelos homens. Até, então, nenhuma outra mulher fora tão famosa na história do Brasil. Com a pequena notável o samba se tornou a língua falada do país, e o carnaval, o golpe mortal naquela história do brasileiro ser produto de “três raças tristes”. Se era, deixou de ser assim que Carmen descobriu a alegria brasileira. Aos 30 anos recém feitos, em 1939, rica, bonita e independente, Carmen se quisesse, poderia ter se aposentado e escolhido um marido e se recolhido a um palacete na Urca.

Em 1939, Lee Shubert, empresário e produtor teatral norte americano, presidente da Shubert Theatrical Enterprises (atual The Shubert Organization) que administra metade dos negócios da Broadway, ofereceu a Carmen Miranda um contrato de oito semanas para se apresentar em “The streets of Paris”, depois de vê-la no Cassino da Urca, no Rio de Janeiro. Convidada, Carmen resolveu ir para a meca do show business americano.

Disposta a trilhar naquele que sem sombra de dúvidas era o mercado mais disputado do mundo, em se tratando dos shows artísticos. Com isto, ganhou fama, dinheiro, difundiu moda, mas perdeu a sua vida nesse turbilhão de shows, cinema e apresentações dos mais famosos cassinos e teatros do mundo, se apresentando gloriosamente em Londres, Cuba, Hong Kong, França e toda Europa. Em sua noite de estreia numa revista musical da Broadway, poucos dias depois de chegar, levou apenas
6 minutos para se tornar um dos nomes mais aclamados do show business nos EUA. No ano seguinte, ela fez sua estreia no cinema estadunidense no filme “Serenata tropical”, ao lado de Don Ameche e Betty Grable.

Naquele ano, Carmen foi eleita a terceira personalidade mais popular dos Estados Unidos, e foi convidada para se apresentar junto com seu grupo, “Bando da lua” para o presidente Franklin Roosevelt na Casa Branca. Carmen Miranda chegou a ser a mulher mais bem paga dos Estados Unidos segundo o Departamento do tesouro Americano.

Falecia no dia 5 de agosto de 1955, aos 46 anos, em Beverly Hill, Los Angeles, Califórnia (EUA), em completo estado de decadência e apresentando um completo definhamento do corpo, fruto de um sistema perverso para obtenção de lucro a todo custo sem se quer importar com o ser humano, Carmen a pequena notável. Tratada como objeto, a sua morte deve-se ao fato de utilizar barbitúricos, chegando ao ponto do seu médico prescrever um coquetel de morfina injetável, com o objetivo de coloca-la em pé para suas apresentações artísticas (shows, entrevistas, gravações de sets em filmes). Concorreu para sua morte prematura um casamento com David Sebastian, um pé rapado, gigolô, um homem de baixa estatura, careca e deficiente de um membro inferior.

O casamento sem sombra de dúvidas não teria a mínima chance de consolidar. Pois o futuro marido professava a religião judaica e Carmen era católica fervorosa e tinha como santo protetor São Judas Tadeu. A pequena notável era uma das mulheres mais cortejadas pelos homens, namorou rapazes belos, ricos e até artística famosos como Tayrone Edmund Power, Victor Mature e tantos outros astros de Hollywood. Após o casamento, Carmen falava em conversas particulares com as amigas: tantos homens belos passaram na minha vida, mas eu percebia que eles amavam a artista e não a mulher Carmen, e o David dava a impressão que seria o homem ideal para me proporcionar segurança masculina, estava completamente enganada.

O David Sebastian tinha o intuito unicamente de ficar com a fortuna angariada pela diva Carmen que, durante os 15 anos que logrou no EUA, foi a artista mais bem paga no mundo artístico, de igual modo a sua fama era tamanha que era a única artista sulamericana a ter suas mãos gravadas na calçada da fama.

A sua morte foi potencializada em decorrência dos constantes uso de bebidas alcóolicas e de medicamentos para acordar e dormir e não sentir dores nas suas apresentações artísticas, tornando-se assim um farrapo humano. Em que pese a fama, riqueza e influencia nos meios artísticos, foi uma mulher deprimida, ansiosa e infeliz nas suas relações amorosas.

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