Carreatas e passeatas  rimam com  negociatas

Carreatas e passeatas rimam com negociatas

Desde que me entendo de gente e isso já faz um bom tempo, confiando nessa memória que até agora ainda não me pregou uma grande peça, graças a esse Deus no qual acredito e que nunca foi Santo, jamais saí do “conforto do meu lar” para ir a uma carreata – que nome horrível! -, passeata – idem, idem! – ou cousa (belo, não?) que o valha.

Imaginem só os meus poucos leitores este escriba putamente esclarecido sobre as coisas da política e outras do mundo sair por aí, braço fora do carro, arriscando-se a perdê-lo no primeiro encontrão ou numa simples encostada irresponsável de um desses inocentes úteis, bandeira na mão a gritar que é “Pedro, Maria ou João”. Confesso que nunca me vi assim, e com certeza nem um dos meus dois leitores um dia verão.

Das milhares – é o que dizem os candidatos – de pessoas que estão numa carreata, passeata ou cousa que o valha mostre-me uma que não esteja ali “livre e espontaneamente” buscando vantagem, sonhando com duas ou lutando para manter a sua – a Lei do Gerson continua valendo mais o que nunca –, que eu mudo de opinião sem que para isso seja preciso me prender ou bater.

Sei que muitos irão obtemperar:

– “Mas, espera aí, 1berto, existem aqueles que estão ali “ideologicamente”, acreditam no candidato e nas suas boas intenções (de boas intenções o inferno está cheio e, principalmente, o saco do diabo!). Estão ali porque acreditam que o candidato é o melhor para o país e – em particular – para o estado ou povo que irá representar”.

Ora, ora, ora. Fala sério!carreata dois

Se é um belo discurso? Belíssimo! Tanto que sei um monte desses decorado. Sou até capaz, assim como faço com os poemas do Mário Quintana, sobretudo aqueles dos quais gosto mais (sic), de recitá-los na entonação certa e ser aplaudido.

Mas assim como acho que não existe um só idiota que não tenha um celular, sem afirmar em nenhum momento que todo aquele que tenha um celular é um idiota, confesso que não tenho mais idade para continuar acreditando em papa-figo nem nesses políticos. Em negociata?  Tudo bem, eu acredito. Mas o resto… Ah, todo ele é sobra!

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