Carta de Abraham Lincoln para o professor do seu filho

Carta de Abraham Lincoln para o professor do seu filho

Eu plural: acho essa carta do presidente aí muito boa. Bacana.  Diria se alguém me perguntasse a seu – dela – respeito. Diria mais: muito verdadeira. Boa de ler e saber um pouco da cabeça desse abolicionista que perdeu a mãe –  verdade – porque bebeu o leite de uma vaca que havia comido uma erva venenosa.  Um presidente americano  que todos os outros gostariam de ter sido.  Lincoln é aquele mesmo que o nosso bom Ariano Suassuna se apossou da história dele para contar em suas “aulas espetáculos” e nunca disse que a ele essa pertencia. Qual a história? Conto rapidamente: acusado um dia de ser “de duas caras”, Lincoln então retrucou: “Se eu tivesse duas caras, estaria usando esta? ”.  Ariano conta que aconteceu com ele. Tudo bem. Eu gosto das “aulas espetáculos dele”. Mas vamos à carta que achei arretada e, por achar assim, resolvi dividir com os amigos. - 1berto de Almeida.

A CARTA

lincoln e filho

Caro professor, ele terá de aprender que nem todos os homens são justos, nem todos são verdadeiros, mas por favor diga-lhe que, para cada vilão há um herói, para cada egoísta, há um líder dedicado.
Ensine-o, por favor, que para cada inimigo haverá também um amigo, ensine-o que mais vale uma moeda ganha que uma moeda encontrada.
Ensine-o a perder, mas também a saber gozar da vitória, afaste-o da inveja e dê-lhe a conhecer a alegria profunda do sorriso silencioso.
Faça-o maravilhar-se com os livros, mas deixe-o também perder-se com os pássaros no céu, as flores no campo, os montes e os vales.
Nas brincadeiras com os amigos, explique-lhe que a derrota honrosa vale mais que a vitória vergonhosa, ensine-o a acreditar em si, mesmo se sozinho contra todos.
Ensine-o a ser gentil com os gentis e duro com os duros, ensine-o a nunca entrar no comboio simplesmente porque os outros também entraram.
Ensine-o a ouvir todos, mas, na hora da verdade, a decidir sozinho. Ensine-o a rir quando estiver triste e explique-lhe que por vezes os homens também choram.
Ensine-o a ignorar as multidões que reclamam sangue e a lutar só contra todos, se ele achar que tem razão.
Trate-o bem, mas não o mime, pois só o teste do fogo faz o verdadeiro aço. Deixe-o ter a coragem de ser impaciente e a paciência de ser corajoso.
Transmita-lhe uma fé sublime no Criador e fé também em si, pois só assim poderá ter fé nos homens.
Eu sei que estou a pedir muito, mas veja o que pode fazer, caro professor.“

Advogado e político, Lincoln foi 16º Presidente dos EUA – 1861-1865.

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