“SOU COMO A GRAMA, QUANTO MAIS ME CORTAM, MAS EU APAREÇO!”

NOTÍCIAS QUE VEM DE FORA…

Vez em quando pintava em nosso espaço plural uma colaboração, uma noticia, um comentário,

todos com a teoria do búfalo de vólia!

todos com a teoria do búfalo de vólia!

todos inteligentes, de uma dos meus dois leitores lá de Copenhague. Ela, a colaboradora, sempre nos trazia, especialmente essas, notícias alvissareiras. Eu gosto de suas colaborações. Ele nunca erra o alvo.

Veja a maravilha com que ela apareceu. Um puto estímulo. Leiam no segundo parágrafo e digam se tenho ou não razão. Ah batizaram por aí de Teoria do Búfalo.

“ Quando uma manada de búfalos é caçada, só os búfalos mais fracos e lentos, em geral doentes, que estão atrás do rebanho, são mortos primeiro. Essa seleção natural é boa para a manada como um todo, porque aumenta a velocidade média e a saúde de todo o rebanho pela matança regular dos seus membros mais fracos.

De forma parecida opera o cérebro humano: beber álcool em excesso, como nós sabemos, mata neurônios, mas, naturalmente, ele ataca os neurônios mais fracos e lentos primeiro. Neste caso, o consumo regular de cerveja, cachaça, whisky, vinho, rum, vodka, elimina os neurônios mais lentos, tornando seu cérebro uma máquina mais rápida e eficiente.

E mais: 23% dos acidentes de trânsito são provocados pelo consumo de álcool. Isto significa que os outros 77% dos acidentes são causados pelos filhos da puta que bebem água, suco, refrigerante ou outra merda qualquer”. E vem o arremate: Colabore! Seja inteligente! Vá tomar uma!

PARA QUEM MESMO OS SENHOR FEZ O SEU PAI ?

As perguntas dos nossos “profissionais de imprensa” para as figurinhas carimbadas que chegam por aqui não estão em nenhum gibi. Nem, com todo o respeito aos profissionais de imprensa da Província das Acácias, nem deveriam estar nos jornais. Se não foi trágico, foi cômica e meia e pergunta daquele jornalista de brinquedo sobre o “pai” do Fábio Júnior:

- O senhor fez a música Pai – aquele do  “pai, pode ser que daqui a algum tempo…” – para quem?

Infelizmente, por falta daquilo que costumamos chamar de presença de espírito, o artista, ato contínuo, não respondeu:

- “Fiz pra minha – ou a sua – mãe!”.

Tivesses respondido, receberia os meus aplausos!

DAPENHA VERSUS CECÍLIA MEIRELES E SUAS FRASES LAPIDARES…

Eu gosto das coisas de Cecília Meireles. Uma poetisa – ou poete, como muitos desejam –

dapenha e o filho tibéiro sem dar (ele) a mínima para os invejosos: "sou como grama..."

dapenha e o filho tibéiro sem dar (ele) a mínima para os invejosos:

capaz de dizer as coisas mais verdadeiras sem perder a poesia. Guardadas as proporções entre a saia e calça, seria a nossa Guevara, na visão do Ricardo Rojo: “Há que se endurecer, mas sem jamais perder a ternura”.

Pois ser uma frase muito boa, pois, como falei no parágrafo anterior, Cecília Meireles, uma puta poeta – ou poetisa, tanto faz – e também excelente frasista, não cansei ainda do “aprendi com as Primaveras a me deixar cortar para voltar sempre inteira”.

Mas permita-me os seus milhares de fãs desse imenso Verde-Amarelo. Em se tratando de frase que diga tudo isso que a Cecília nos disse tão bem, sou mais a lapidar fase do meu irmão Dapenha sobre a inveja que grassa não raras vezes dentro da própria família:

- Sou como a grama, quanto mais me cortam, mas apareço!

Uma beleza! Eu gosto tanto da frase dele que, como todo o respeito a Cecília Meireles, não raras vezes esqueço a dela sobre a Primavera, que diz quase a mesma coisas, e cito a dele.

AEPNAS UMA ENCENAÇÃO?

Até agora não estou sabendo do resultado da Festival de Poesia Encenada do Sesc. Só não digo que foi uma encenação porque lá estive e, ao vivo, vi que os nossos poetas não estão mortos.

Mas a divulgação do resultado ficou muito a dever. Ninguém sabe, ninguém viu. E mesmo as conceições, entre elas, duas ou três que conheço, nada souberam.

Uma enganação? Não, uma encenação.