Chapecoense: Confesso que Sofri
familia chapecoense uniformizada...

Chapecoense: Confesso que Sofri

Não sei ainda o porquê. Seria medo de avião assim como tem – ou tinha –  o  Belchior? Confesso: não o tenho. Nem um, dois ou três. Enfrento-o de peito e alma – essa em que não acredito – lavadas.

Mas a tragédia que se abateu sobre a simpática equipe da Chapecó me comoveu como nunca antes na história de outras tragédias ocorridas aqui e em alhures.  Todas as tragédias são iguais? Tudo bem.  O resto é farsa.

Amanheço em mim assim como se a equipe chapecoense fosse o meu Auto Esporte ou a minha Portuguesa. Pausa.  Não importa. Poderia ser qualquer outra equipe. O sentimento seria o mesmo. Não apenas pelo  fato de ter acontecido com a Chapecó.

 Acredito mesmo ser esse meu estado de espírito um tanto sentido e doído e agradecido de quem tanto já caminhou pela vida e hoje estar a um passo da realização. Pausa. A realização, assim como a perfeição, não existe. Tudo bem. Não existem. Falei “um passo”. E esse sempre será uma busca.

Acho ainda que tudo isso, esse sentimento entre o choque e tristeza, também acontece pelo fato de hoje me sentir realmente parte dessa humanidade que caminha célere para uma tragédia anunciada, e  descobrir-me um projeto de Deus – o homem – que não deu certo.

Se eu senti? Não. Estou sentindo. Sinto  essa tragédia como se ela tivesse ocorrido no meu quintal. E quando isso acontece, uma tragédia ocorrer no seu quintal, o dono dele não fica fazendo de conta que essa ocorreu  no quintal do vizinho.

Todo o meu sentimento aos familiares e amigos de todos que voarem de volta ao começo.

Compartilhar...Share on FacebookShare on Google+Tweet about this on Twitter

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Required fields are marked *

*


seis + 6 =

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>