Chico Buarque: um comprador de composições ?!

Não tinha visto. Confesso. Foi  meu bom irmão Dapenha o primeiro a me noticiar o fato. Triste fato. Chico Buarque, esse que considero –  muitos também – o maior compositor vivo da história da nossa melhor MPB, foi réu confesso: “Não componho nada ou quase nada do que canto e assino como sendo composição minha. Tudo comprado”.

Foi mais ou menos isso. Montagem.  Ainda pensei em lhe dizer. Não disse.  Não fui ainda ao vídeo – mesmo espalhando o referido por aqui -, mas ouvindo o meu irmão como sempre o ouço e com a mesma confiança e amizade que nos mantem unidos da infância à idade provecta a que chegamos, acredito que tenha sido assim.

Uma confissão. Dessa vez minha. Pois bem.   mesmo acreditando no que ele, o meu bom irmão Dapenha dizia, por conhecer a obra do Chico e mais ainda o meu irmãonão acreditei na história de um  Chico Buarque “comprador de composições”. Nunca.

Luiz Gonzaga e Luiz Vieira, esse dois “luizes” que apesar de talentosos, sobretudo o primeiro, eram uns sacripantas e ex-crotos compradores de  composições, tudo bem. O primeiro, se não confessou um dia, descaradamente e sem vergonhosamente, os seus “parceiros” não souberam guardar o segredo: ele comprava mesmo. Parcerias? Muitas  forçadas. Mais ou menos assim: “Eu gravo, mas quero parceria”. E o pobre coitado  e legítimo compositor para ver a sua composição gravada e tocada no vasto verde-amarelo, cedia sem pensar duas vezes.

O outro, esse Luiz que posa sem graça de matuto verdadeiro, se não confessou um dia, o seu “parceiro” João do vale, esse um sujeito coletivo no que tange a criação musical, verdadeiro, confessou para este escriba em carne e osso e com certa desconfiança: “Como é mesmo o nome do meu parceiro?! Ah, esse mesmo! Fizemos essa música juntos…”. Não precisava dizer mais. Nem disse.

Mas voltando ao Chico, afirmo sem medo da estar perdido nessa afirmação, que ele  nunca precisou comprar nada em se tratando de música, teatro ou peças outras literárias. O sujeito pode até não gostar dessa única “unanimidade verde-amarela”, como assim o classificou o imortal – sem academias – Millôr Fernandes. Mas negar a sua condição de maior compositor vivo desse musical país verde-amarelo é confessar desconhecimento e…  – vou de voadora no pescoço – burrice.

Chico é único. A propósito, meu bom irmão Dapenha, vale a pena a leitura da notinha a seguir:

“Acalmem os ânimos, usuários de Facebook do Brasil: Chico Buarque continua sendo um dos grandes compositores da música nacional, ok?

É boato a informação de que Chico, em vídeo, durante uma gravação nos bastidores da turnê do CD “Carioca” (2006), confessaria a compra de composições feitas por terceiros.

Trata-se nada menos do que um registro que existe no DVD “Desconstrução”, que expõe o cotidiano de Chico nos estúdios de gravação de “Carioca”.

Durante o vídeo, Chico faz brincadeiras com uma figura fictícia, o Ahmed, que seria um fornecedor de suas canções. Que, aliás, cobraria caríssimo…”.

Compartilhar...Share on FacebookShare on Google+Tweet about this on Twitter

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Required fields are marked *

*


7 × três =

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>