Coisas da vida…

Coisas da vida…

  • Por Anco Márcio – em 30/01/2009 às 00h00

Um belo dia, ou um horrível dia, a gente nasce. Nasce reclamando, chorando, morrendo de má vontade de sair do conforto da barriga da mãe para um mundo hostil que a gente desconhece por completo.Mas a gente tem que nascer mesmo e nasce.No começo todo mundo mima, agrada e acha bonitinho.

Aos dois anos nos mandam para a escola apenas para se ver livre da gente, e vamos conviver com umas moças mal pagas a quem temos de chamar de “tia” e nunca, mas nunca mesmo, podemos dar um chute na canela de nenhuma delas, por maior que seja a vontade e por mais importante que seja esse nosso desejo.

Depois vamos para a escola mesmo aprender que 16 dividido por dois é oito, e que quatro vezes nove resulta em trinta e seis. Aprendemos também que um tal de Pedro Álvares Cabral descobriu o Brasil, que nós nunca imaginávamos que fosse coberto um dia, mas pra nossa surpresa, era.

Depois vem o ginásio, com suas equações e inequações, com suas raízes quadradas e seus círculos perfeitos, suas fatigantes aulas de química e física, mas também tem suas vantagens, pois lá, a gente arranja a primeira namorada e vai bolinar nos seus cantos mais escondidos e secretos.

Depois o ensino médio, o terror do vestibular, os cursinhos quando podemos, as madrugadas de estudo, a carreira pra escolher: matemática ou educação física?Ficamos nessas dúvidas atrozes até que no dia da inscrição fazemos para um curso que a gente nunca havia pensado antes.

Passa, vai pra faculdade raspa a cabeça e o cofrinho e vê que aquilo por que a gente tanto lutou é uma verdadeira merda, só serve mesmo pra você receber o canudo e se diplomar. Mas num dá mais pra regressar e um dia, entre festas e beijinhos você se forma e fica fazendo…absolutamente nada.

É aí que você se lembra do ventre quentinho da mãe, da comida levada pelo umbigo, dos papos que você escutava, os mais safadinhos, mas é tarde pra voltar.Você já está no mundo, já é um adulto, tem de acordar cedo para fazer suas “obrigações” e um belo dia morre de uma porra de um infarto…

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