coisas que  gosto e não gosto & loisas que me matam de rir

coisas que gosto e não gosto & loisas que me matam de rir

Por Humberto de Almeida – em 02/08/2007 às 00h00

UM NECESSÁRIO AVISO: como vocês podem ver pela data acima, estas mal-traçadas foram escritas há dez anos! Não direi “passados” para não imitar alguns de nossos poetas e escritores e apresentadores de TV. Pois bem. Dez anos depois, dando uma sorrateira olhada no escrito, acho mesmo que não mudei nada! Não adianta! Não vou melhorar nunca! Ah, nem quero!   Falo, entendam, mudar a visão e opinião sobre esses fatos.

Gosto – É impossível negar que gosto de ouvir, esteja onde estiver, bem acompanhado da mulher amada ou amado por uma mulher que me serve de companhia gratuita, pois sou do tempo em que amor se pagava com amor, Joe Cocker cantando “With a Little Help from My Friends”, e o boca de caçapa, Luis Armstrong, a imortal “What a Wonderful World”.

Não Gosto – Ora, Por que ler Paulo Coelho se Gibran Khalil Gibran, desde os anos sessenta /setenta, quando este escriba acabava de sair dos cueiros, sabia mais e contava histórias mais bonitas e melhor do que ele? Mais: as histórias do agora “mago global” não servem sequer para educar o menos sábio – é claro que estou usando a linha do dito cujo – dos nossos jovens. Escreve mal, conta besteiras demais e convence cada vez menos (gostei). Tudo bem. Mesmo assim, alguns dirão, é imortal e mais traduzido do mundo, com 1098 traduções, mais que o dobro do segundo colocado, José Saramago, com 534. Mas aí eu pergunto: tem culpa eu por não gostar?

Morro de Rir- Daquela apresentadora global-local que não diz uma palavra que não venha junto a muleta sem graça de um sorriso. A sua marcação de câmara parece cerrada contra o meu desejo de vê-la diferente. Até notícia de falecimento é seguida de um sorriso forçado. Tudo bem. Embora não goste de pecar pela omissão – o bom é pecar nessa missão com a Juliana Paes -, por enquanto, não vou dar o nome ao boi. Ou melhor: a vaca.

Gosto – De ler/reler “Às Horas Mortas” do crítico e poeta e – poucos lembram – boêmio Hildeberto Barbosa Filho. O livro não é só “peia nas costelas” de falsos escritores e mais falsos ainda poetas que ainda insistem em fazer poemas com suas dores de cotovelo. O lirismo de Hildeberto, se não bastassem as “aulas de literatura resenhadas”, somente ele, paga o livro. Por que negar? Lirismo só não. Tem poesia também.

Morro de Rir – Chico César lançou uma coisa chamada “Cantáteis” e batizou com o nome bonito de “Cantos Elegíacos de Amozade”, e os nossos – somente os nossos – maria-vai-com-as-outras, como não poderia deixar de ser, foram na besteira do Chico. Escreveram maravilhas sobre esse “repente estilizado” (arg), cheio de citações eruditas e longe do pior dos repentes de um Ivanildo Vila Nova. Chico é bom compositor de voz feia e caetaneada até hoje. Este escriba, não fosse muito vivo, teria morrido logo nos primeiros versos.

Avise-me a data do próximo. Quero estar bem distante.

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