Depois daqueles 7 x 1  fiquei com medo de ir ao banheiro!

Depois daqueles 7 x 1 fiquei com medo de ir ao banheiro!

Não era possível! Da Alemanha? Perguntei para os meus botões hoje mais carne do que osso. Era. Incrível. Com apenas 10 minutos de jogo?! Seria mesmo a nossa seleção que estava jogando contra a seleção alemã? Foi gol, sim. E do Thomas Muller. Saberia ao me aproximar.

Sou brasileiro com muito orgulho e muito amor, e vamos virar esse jogo, disse para os botões citados. Esse gol vai despertar o nosso orgulho. Pensei. Um pensamento quem mais tarde saberia ser inútil.

Goooooolllll! Meu Deus! Era o segundo da Alemanha. Miroslav Close. O tempo? Ainda estávamos no primeiro. 23 minutos. E veio a goleada: Toni Kross aos 25 e 26 minutos. Não posso esquecer: tudo no primeiro tempo. E, por último do primeiro tempo, veio o gol de Sami khedira.

Depois do primeiro gol pedi um tempo aos amigos torcedores presentes, e fui rápido ao banheiro. Fazer o quê? Dar aquela mijadinha costumeira. Façam os cálculos: não passei mais de três minutos, pois, afinal, não sou de “mijadas homéricas”.

Mas, para a minha surpresa, nesses três minutos “tirando a água do joelho”, quando volto, não acredito no placar que estou vendo: em três minutos, a seleção alemã marcou 3 gols! Meu Deus, pensei, se fui dar apenas uma mijadinha e ao voltar encontrei um placar desses, se uma cagadazinha fosse dar, acredito, essa que nunca demoramos menos que uma boa mijada, encontraria a nossa seleção perdendo por 10 a 0! Agradeci a rapidez da mijadinha.

No segundo tempo, a Alemanha marcaria mais 2: André Schurrle. E agora? A culpa, depois dos 3 a 0, tinha a certeza que não era minha. Não fui ao banheiro depois dessa vez primeira, nenhuma uma vez mais. Se dependesse de mim, a água salgada desceria pela perna, mas dali não arredaria o pé. Tudo pela nossa seleção. Tudo pelo nosso pais. Mas não deu certo.

 As minhas não idas ao banheiro, apesar do aperto em todos os sentidos, nada resolveram. Assim, depois daquele dia, essa Copa que nos deixou as cozinhas mais vazias ainda, nunca mais fui ao banheiro sem lembrar aquele placar de 7 x1. Uma derrota que não saiu na urina.

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