As lamentações de  Dostoievski

As lamentações de Dostoievski

Eu plural: os colegas, dois que tenho a satisfação de tê-los (epa!) como leitores deste nosso singular espaço plural, sabem que o corona tem feito com que esta mb tudo leia e ouça por aí para não perde o bonde e a esperança de um dia ser o maquinista do mesmo. tudo tenho feito. lido e escrito mesmo quando a leitura é pífia e o assunto da escrita mais pífio ainda. tudo para não perder… vocês sabem. agora deu-me uma vontade da gota serena de voltar aos velhos e sempre bons clássicos que embalara a rede de leitura do menino-jaguaribe. dostoievski é um. thomas mann foi outro. cervantes e gabriel garcia márquez. hesse. vocês sabem melhor do que eu. pois bem. vez em quando alguma coisa deles pinta neste singular espaço plural. embora muitos não sejam pintores. agora foi a vez deles. leia. vale a pena, se leu, ler de novo. se não… – 1berto de almeida.

Há no povo uma dor silenciosa e paciente: essa dor volta a si mesmo e se cala. Mas também há uma dor que explode: essa dor se manifesta pelas lágrimas e se expande em lamentações, principalmente entre as mulheres. Ela não é mais leve que a dor silenciosa. As lamentações só se apaziguam devorando e dilacerando o coração. Semelhante dor não deseja ser consolada, alimenta-se com a ideia de ser inesgotável. Os lamentos não exprimem mais do que a necessidade de irritar ainda mais o ferimento.”

Dostoievski, Os irmãos Karamazov

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