É A VIDA, É A VIDA , É A VIDA!

É A VIDA, É A VIDA , É A VIDA!

 

Esse era Gonzaguinha gritando o seu – dele – manifesto em defesa do viver sem medo de ser feliz. Eu conheci Gonzaguinha. Tudo bem, conhecer mesmo não conheci. Por duas oportunidades batemos um bom papo sobre a sua – dele de mesmo – vida e as coisas que ele costumava cantar falando nela, isto é, de sua vida, e da vida de muitos que se identificavam com a vida dele.

 Se ele era amargo?! Era. Mas pouco antes de trocar de roupa e se mudar para outra cidade melhorou muito. Tanto que essa composição – O que é, O que é – em que ele abre o peito e grita que ninguém deve ter medo de viver e, se precisar, apostar na vida e ser feliz, diz tudo o que em muitos anos de estrada ele nunca disse.

Mas não foi preciso conhecer Gonzaguinha e ouvir esse seu desabafo, esse belo desabafo, falando de vida e sobre o medo que muitos tem de apostar nessa, isto é, na vida, e não ser feliz, para ter certeza de que sou um sujeito que não me entrego pela metade quando o assunto é viver e ser feliz sem vergonha dessa felicidade!

Eu sou assim: posso ser feliz ali? Então, após pesar todos os prós e os contra, pois, mesmo em se tratando de felicidade ninguém aposta todas as fichas na primeira (ou segunda, ou terceira…) rodada, estou aberto para balanço. Sempre fui assim!

E, por incrível que possa parecer, se vocês não sabem que fiquem sabendo agora, nunca me arrependi das minhas decisões e delas nunca saí perdendo! Muito pelo contrário, como diriam aqueles que são contra tudo, tenho saído cada vez mais forte, mais vivido, mais sem medo de ser feliz na próxima aventura! 

Todas às vezes que iniciava uma nova caminhada, aqueles que ao meu lado caminharam um dia, sabendo do novo caminho que escolhera seguir diziam que eu iria me arrepender!  Mas nunca houve um só arrependimento! Tudo, para o meu aberto sorriso, acabava num tremendo Ledo Ivo Engano!

Em tempos outros, esses idos há muito, recebi um convite para ensinar em uma escola técnica e não aceitei o convite. Um emprego Federal? Ora, poderia ser internacional! Não era esse “emprego” que eu queria! Mas tu vais recusar um salário desses? Recusei. Não iria ganhar um bom salario fazendo aquilo que não estava querendo fazer naquele momento. Outros desafios. Esses, pensei, são os meus desafios que terei de enfrentar. Eram outros realmente.

E num sabe o que aconteceu? Hoje, décadas passadas, a certeza é maior ainda de que fiz a opção certa! Se estou realizado? Não! A realização é apenas uma meta que o goleiro do Gilberto Gil busca alcançar jogando pela seleção!

Mas, voltando ao assunto, confesso que não tenho medo do amanhã. Esse eu desconheço.  E não sou o tipo de temer desconhecido. Ele terá que vir, e virá.  Que venha, então. Assim como profetizou o nosso José Américo de Almeida, que o amanhã venha, e venha logo! Pois tudo aquilo que tem de acontece tem muita força!

 

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