o dia em que clarice trocou de roupa e foi morar noutra cidade

o dia em que clarice trocou de roupa e foi morar noutra cidade

clarice fraseDois dias antes do aniversário do meu irmão Paulo de almeida, esse que nasceu no mesmo dia do poeta Noel rosa, 11 de dezembro,  ambos arretados, morriam Helen Palmer e Teresa Quadros (pseudônimos dela) na pessoa da escritora Clarice Lispector, essa ucraniana mais brasileiras dos poucos (?) ucranianos espalhados por aqui. Clarice  trocou  de roupa  na véspera do dia em que nasceu. Era 09 de dezembro de 1977, tinha apenas 56 anos, 11 meses e 30 dias, e no registro constava nome Chaya Pinkhasovna Lispector

 Alguns dizem (muitos) ter sido Clarice a maior escritora judia desde  o grande e  imortal Franz Kafka. Li ambos. E acho os dois escritores impares. Kafka principalmente. Ah,   Clarice se considerava, pelos motivos lá  dela – saiu logo cedo de Maceió e foi viver em Pernambuco –  uma  brasileira nascida nesse Estado, o  Pernambucano, onde  viveu até os 14 anos, mudando-se, em seguida, para o Rio de Janeiro. Outra coisa: chegou por aqui exatamente no ano da festa da Semana de Arte Moderna paulista: 1922.

Foi só o Google chamar a minha atenção para Clarice, assim meio dizendo e dizendo assim e meio, com as suas – dele, do Google – palavras, que nesse dia  “Clarice trocou de roupa e foi morar  noutra  cidade”.  A lembrança fez este Malabarista de Palavras , sem mesmo que a Rosa percebesse, colocasse dentro do seu – isto é, meu –  Alazão Vermelho com cascos de borracha, mais perto de mim, o seu – dela – Perto do Coração Selvagem.

Pois é.

Se o título é arretado não menos arretada é a história de Joana. Tudo bem que o título (near to the wild heart of life”) tem tudo a ver com o Retrato do Artista enquanto jovem, de Joyce.  Também tudo bem que segundo os mais próximos  e a própria autora admitiam isso.  O título fora uma sugestão – ótima, acrescente-se –  do amigo Lucio Cardoso. Mas e daí?! O que vale mesmo é a história de Joana e o estilo criado por aqui por essa  brasileira-ucraniana.  Se valeu? Tanto que ainda hoje, mesmo escrito quando  tinha apenas 24 anos, continua valendo.

E viva Clarice Lispector!

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