E os médicos cubanos ?”

E os médicos cubanos ?”

pediram-me para “meter o bico” onde não irei encontrar milho para matar a minha fome. a minha área é outra. ou melhor: minhas aréas são outras.  a médica não faz parte dessas. assim, para não dizer que não falei dos médicos cubanos, passeando por aí, encontrei  o textinho aí muito bem escrito e bem posicionado de um médico cardiologista, a respeito da “diáspora ( por aí) dos médicos cubanos”. se concordo, nenhuma dúvida. leiam e tirem as suas conclusões.

 

“Entendo ser importante insistir que os médicos não são contrários que médicos diplomados no exterior trabalhem no Brasil. O que sempre defendemos é a necessidade de critérios para aferir se estes trabalhadores tem qualificação mínima para exercer a medicina no nosso país. Este tipo de avaliação é realizada em todos os países. No Brasil, além das Universidades Públicas, esta avaliação é feita através do REVALIDA, exame nacional elaborado e coordenado pelo Ministério da Educação. Outro aspecto elementar é que estes médicos têm que ter fluência na língua portuguesa. Imaginem um cubano fazendo anamnese de um paciente no interior do Pará em… espanhol.

Não posso aceitar também que as regiões e populações excluídas sejam “contempladas” com profissionais que não comprovem sua qualificação. A lógica de que “como não têm acesso a médicos, qualquer um serve” é postura odiosa. É posição que nega o princípio da equidade do SUS. E nos torna cidadãos de segunda categoria. Para o centro sul os formados na USP. Para nosotros qualquer estrangeiro.”

 

– WALDIR CARDOSO é médico cardiologista.

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