E POR FALAR DE COSTAS…

E POR FALAR DE COSTAS…

Nada mais natural acontecer de o escritor ou cronista de repente perceber que não tem um assunto para ocupar o seu espaço no jornal ou outro espaço qualquer.

Nesse momento ele para e fica com aquele ar de quem espera o assunto cair dou céu como aquele maná famoso.  olha para um lado e outro. Para o outro que está ao lado. Para trás. Para frente. Ficam nessa preposição esperando u os termos que não chegam a sua cabeça vazia.

 Aqui e agora assim me encontro. A cabeça leve como sonhos de bebê. Eu disse bebê Beber acontece somente  nos dias em que a sobriedade precisa de um tempo para descansar.

Olho-me de costas na fotografia. Olho as minhas costas na fotografia. Acho que se perto ninguém é normal, visto pelas costas  me acho tão normal quanto de frente. De perfil sou mais exigente. Pausa. De costas não menos. 

 Olho as minhas costas e lembro os pingos pensantes de Bob Marley. Ele tinha disso: achava-se um pensador. Talvez melhor que o ótimo “regueiro” que foi um dia.  Pensava que era tão bom pensador quantos outros poucos pensadores que conheço. Era bom. Apenas.

Eu gosto um bocado quando ele solta as suas frases feitas. Todas escritas no velho caderno escolar. Boa essa: “Não fique triste se alguém lhe virar as costas. Isso significa apenas que essa pessoa não pode aguentar a firmeza de seu olhar”.

 Dá pra sentir. Estou apenas matando o tempo.  Pausa. Besteira. O tempo não morre e, no entanto. Ele nunca enlouquece. Fico por aqui. De costas? Não. De frente pro filme.

 

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