E se o Corona fosse um vírus fugido de um laboratório chinês e estivesse por aí sem tornozeleira ?!

E se o Corona fosse um vírus fugido de um laboratório chinês e estivesse por aí sem tornozeleira ?!

Antes de começar estas mal-traçadas, não posso esquecer de avisar: estou curtindo e muito essa forçada quarentena. Arretada! Porém, faço questão de ressaltar, se essa não fosse forçada, mais arretada ainda seria. Um dia, sem quarentena, esse que espero chegar lá, daqui a uns dois ou três anos, se a barra suportar, vou viver sempre assim. Tem mais:  sem quarentena. Assim, daqui dessa minha ilha cercada de livros e discos e filmes por todos os lados, vou deixando a minha janela aberta para o mundo! E o rosto sempre ali, apanhando ou batendo, sorrindo ou chorando, mas da janela ele não sai!

 A última chegada na “redação 40 dias”, essa de onde mando e recebo notícias, veio lá de Jaguaribe, a minha República Independente, onde mora o amigo e companheiro de trabalho Elzinton Reis, o Mago, como costumo lhe chamar. Acredita esse inteligente amigo que o Senhor Corona é um “fugido”, com a permissão dos “carcereiros”, sem tornozeleira na canela, de uma das muitas prisões biológicas do senhor Xi Jinping,

 A forma com que o Mago fala desse “complô de um só país” – ressalta nas vezes que se refere a essa país que acabou de domar a fera – é tão incisiva e segura que vai acabar cooptando milhões de adeptos para a sua teoria. Vocês precisavam ouvir.  “Somente quem ganhou com a “fuga do famigerado” foi a China, 1berto”, diz para este MB. E tenta, inventa e não encontra uma resposta diferente.

 O novo coronavírus, chamado Sars-Cov-2, surgido na cidade chinesa de Wuhan, assegura o Mago, foi criado em laboratório. Bate o martelo e de imediato o prego da dúvida se esvai. A China, 1berto, diz-me o Mago entre o entusiasmo e o medo do Senhor Corona, foi o único pais a tirar proveito dessa desgraça. Sobretudo no que se refere a economia.

 Enquanto o Mago defende a sua teoria, respeitando a sua defesa, resolvo calar. Nada falo. Sorrio algumas vezes, apesar da tragédia anunciada (lembram do chinesinho que deu um grito de alerta e por isso foi punido?). Ele desliga o celular satisfeito. Uma catarse (arg!) foi o seu desabafo!  Fico então na minha quarentena, acompanhado da Rosa, a conversar com os meus botões hoje mais carne do que osso.

 Sem nenhum vocação para cientista nem poeta nem… sacripanta, assim como muitos que conheço, muitos, apelo para as leituras que tem caído em palavras e frases em nossa ilha, essa que vocês bem conhecem, para responder ao Mago. Ah, meu bom amigo, fosse isso mesmo, o malucão americano já teria puxado o pino da própria cabeça e explodido o mundo. Isso sem contar com auxilio daquele maluquinho de cabelo ridículo que, estando solto, a humanidade estará sempre em perigo.

 A verdade, meu bom e inteligente amigo Mago, é que um estudo publicado na revista “Nature Medicine” – essa “quase” ninguém tem condições de contestar. – descarta que o novo vírus, que surgiu no fim de 2019, tenha sido criado em laboratório. Tem mais: pesquisadores dos Estados Unidos, Reino Unido e Austrália encontraram evidências de que características do genoma do novo coronavírus sejam provavelmente resultado de seleção natural. Sei, é complicado, mas não fosse assim todos seríamos cientistas.

 Em síntese: Se eles sabem mais do que a gente e afirmam pra gente isso, só nos resta, como gente, acreditar no afirmado. Um putabraço e ótima quarentena. Medo? É só acreditar no que disse o inacreditável (sic) Jair Bolsonaro: o Corona não existe.  É mais uma invenção da esquerda.

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