EIS O JACARÉ  AÍ, MINHA GENTE, COM  NOME DE GENTE E HISTÓRIA!
um jacaré pensante somente alegria

EIS O JACARÉ AÍ, MINHA GENTE, COM NOME DE GENTE E HISTÓRIA!

Se eu começasse dizendo que Antonio David, esse artista do olhar certeiro, adentrou – parece coisa de narrador esportivo: “adentrou o gramado…” – a minha sala de trabalho perguntando se este Malabarista de Palavras conhecia Antonio Joaquim de Souza vocês não saberiam dizer quem é o personagem. O nome não me parece familiar. E não é mesmo. Por tabela, mas sem querer fazer cesta dessa vez, lembrei, em seguida, que em Sumaré, lá para as bandas de São Paulo, existe uma rua com esse nome.  Seria esse o Joaquim de que falava o meu dileto amigo Antonio David?   

 – E aí, 1berto, sabes quem é Antonio Joaquim de Souza?!

Não sei bem. Mas acho que foi assim mesmo, na segunda pessoa, essa pessoa com que me acostumei a falar e nunca mais desacostumei. Tudo bem. Pensei um pouco, pensei mais e… Antonio Joaquim de Souza?  Não lhe disse. Mas o que me veio à cabeça foi responder:

- Um parente de Joaquim José da Silva Xavier?!

Por que   lhe perguntaria isso?  Simples: o ritmo. O nome dele desse personagem  que se arrasta todo desengonçado pelas ruas da capital parahybana e que não lhe  digo ser um “torcedor fanático” do Botafogo parahybano  porque   iria achar que chamá-lo de fanático seria ofensivo, é esse mesmo que vendo a foto vocês  já descobriram: JACARÉ!  Agora, entregando o peixe ao Jacaré, desvendando-o, duvido que pelo menos um dos meus dois leitores não tenha visto ou já ouvido falar em JACARÉ.

Mesmo não sendo réu, confesso que não sabia do nome nem da procedência desse membro pensante da família dos aligatorideos. Não fosse Antonio David, uma curiosidade que vai além dos olhos, Jacaré voltaria ao seu habitat natural, que não é a lagoa nem o rio. Voltaria à cidade de Patos, onde nasceu, sem que nunca alguém desconfiasse que Antonio Joaquim de Souza passou por aqui na forma de “Jacaré”.

A imagem que muitos ainda carregam desse Jacaré somente alegria, é a de um réptil pensante que levou muitos outros animais políticos e cada vez mais pesados, pois não existe um só político entre os nossos sem um peso na consciência, nos ombros magros de um Jacaré de barriga vazia e cuca cheia de cachaça.

Assim, em tempos outros, era esse Jacaré visto. Sobretudo – o advérbio, nada a ver com aquele casacão -em época de eleição.  Até parecia que fora contratado pelos políticos, apenas para carregá-los sobre os ombros magros.

Hoje, longe da política, pois acredito que o tempo desse jacaré passou, dificilmente o encontramos por aí, nessa sua malevolência conhecida, andar quebrando aqui e ali, muitas vezes se arrastando, contando suas histórias e gritando “Botafogo! Botafogo! “.

Mas confesso que valeu a descoberta de Antonio David.  O Jacaré, afinal, como muitos desconfiavam, tem um nome de batismo: Antonio Joaquim de Souza!

Em tempo: fotos de Antonio David. 

um jacaré  em pé,sem precisar "compar cadeira" para se sentar...

um jacaré em pé,sem precisar “compar cadeira” para se sentar…

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3 comentários

  1. Volúvel: Aos poucos estás esquecendo Chinelo! Mas… que tal um Jacaré de Chinelo? Abarcas os dois ídolos!

    • Humberto

      Jacará não precisa de Chinelo, mas de cadeira! Tanto que comprou uma, mas não pode se sentar! Chinelo é insubstituível! Calçado ou descalço! Saudades!

  2. Roberian Guedes Almeida

    Tio Beto, não tenho acompanhado o “EU” como antes mas, isso é momentâneo…gostaria que o senhor escrevesse sobre personagens do nosso futebol amador/profissional como Marajó, Vadecir Pereira, Celso, Chico Matemático, Dadá, tio João e outros mais. Meu querido pai sempre me tinha como companhia nos “palcos” da nossa querida João Pessoa e eu, particularmente, gosto de reviver as alegrias de um passado que não voltará…felicidades.

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