ELES INVADIRAM AS NOSSAS PRAIAS E POLUÍRAM OS NOSSOS RIOS!

Preliminarmente, assim diriam os doutores advogados, um aviso: não sou da Apan. Essa foi uma associação criada para defender os “interesses da natureza” que naturalmente desapareceu. A natureza não, a associação.

Também não sou daqueles que vivem por aí participando de movimentos em defesa de uma natureza quase morta ou criando slogans em defesa de uma verde floresta que quase morta também está. Mas não preciso ser um “daqueles” para falar do amor que tenho pela Mata (Buraquinho) do meu bairro Jaguaribe.

Entretanto, embora declare livre e espontaneamente e de forma irretratável gostar mais de banho de rio do que de mar, sempre vou a nossa Ponta do Seixas – o local preferido – admirar a beleza “desse mar de um verde que chega a doer”, repetindo a bela descrição da nossa Cátia de França.

Tudo bem. Posso não gostar de banho de mar. É verdade. Mas isso não significa dizer que não gosto de mar e ache que ele não seja um   dos sinais da presença de Deus nessa seca terra nordestina e em todos as terras secas ou não desse mundão que parece não ser mais Dele. Um lixo esse mundão está

Uma verdade é que o mar que os meus olhos estavam a acostumados a ver há muito não é o mesmo. Tudo bem – nem os meus olhos os mesmos são. Foi tudo muito bem planejado. Eles são perigosos! Começaram com o Hotel Tambaú… Ou teria sido com aquela pedra feia encravada no caminho desses olhos quando fitavam de longe a Ponta do Seixas, o Clube de Engenharia? Tudo bem. Posso repetir? Repito:  tudo começou com os dois. O Hotel e o Clube.  O bom, por enquanto, pois um dia será melhor, e não estranhe o meu otimismo, pois sou um otimista de sobrar, confesso, é que já faz um bom tempo que o mar forte e soberano expulsou aquela coisa feia – o Clube –  de sua calçada de areia. Agora só falta o hotel. Mas…

Nem tudo são flores nem mares! O Hotel Tambaú virou uma pedra no caminho entre o mar e a areia!  Apesar dos muitos e inúteis apelos de alguns “naturalistas” que assim se denominam porque costumam passar os finais de semana pelados em Tambaba, continua no mesmo lugar. E dali, ah, pobres com as suas – deles vãs tentativas!  tão cedo sairá!

Tudo bem.  A não ser que aconteça que o mar, revoltado com a invasão de sua praia, mande uma daquelas ondas sem tamanho, daquelas que vocês somente ouviram falar/ver pela televisão e expulse esse intrujo de aço e cimento do seu colo de areia. Seria um tsunami! E isso nunca hei de desejar que aconteça outra vez por aqui nem em alhures.

A minha praia, porém, essa que nada tem a ver com a praia desses jovens cabeças de camarão que carregam em seus carros “envenenados” caixas de som do tamanho do mundo de malas abertas poluindo os ambientes em que chegam com os seus sons de Aviões e Gaviões e outras porcarias feitas de plástico que eles acham ser “forró” (ufa!), fica depois de tudo isso! A Praia da Penha! Essa é a minha

Eles invadiram as nossas praias!

 

praia! Acreditem! Tivesse eu que escolher uma praia só para mim, essa seria a escolhida!

Aguarde-me que direi o porquê! Prometo. E aqui promessa não tem nada dívida nem dúvida. Duvidam? Pois aguardem!

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