Eliseu  Elias César: por que os vivos falam tão pouco desse imortal ?
eliseu : um imortal esquecido pelos vivos.

Eliseu Elias César: por que os vivos falam tão pouco desse imortal ?

Não fui à posse do amigo e imortal Flavio Tavares. Uma falha. Perdoe-me a falha o bom imortal/amigo. Soube, porém, que ele, o nosso artista-mor das cores  que hoje ocupa a cadeira número 14 da Academia Paraibana de letras, cujo patrono é Eliseu Elias Cesar, fez um excelente discurso de posse.    Pausa.  Agora a pergunta que não quer calar,  feita  para  este “malabarista de palavras”: afinal, quem foi  esse imortal que morreu no distante ano de 1923.  Pausa para uma  observação:  mesmo não sendo réu nesse processo, confesso que se não fosse o bom Flávio Tavares morreriam este plural sujeito e muitos singulares sem nunca ouvirem falar nesse imortal.

Verdade. Nunca vi tantos vivos letrados falando tão pouco sobre esse também letrado imortal!  E olhem que para a surpresa de muitos, entre esses muitos este sujeito que pouco dele ouvira falar, Eliseu era filho de uma escrava que depois da Abolição virou quintadeira!   Que também era a rofissão essa também da mãe de José do Patrocínio! Mas fico por aqui. Só depois eu conto mais.

 Pois é. Não ouvi o discurso de posse de bom Flávio Tavares. Também não o li. Mas, sem qualquer dúvida, Flávio que é tão bom no pincel quanto nas palavras, essas pintadas de forma que todos consigam vê-las e entende-las em suas cores, deve ter contado um pouco da “saga” desse negro que um dia fora comparado a Castro Alves.

Não foi isso mesmo, mestres Evandro Nóbrega e Eilzo Matos?!

Leio sobre o Eliseu. E querem saber de uma coisa? O cara tem uma história de vida – a morte nem tanto, muito comum – arretada! Pouco a pouco, se não for muito, vou contando um pouco dele neste singular espaço Plural. A história dele? Arretada! E nada mais eu digo. Nem escrevo. Sigo lendo. Tem mais? Tem: leio bem assessorado nessa leitura pelo filho do também imortal Seráphico Nóbrega. Quem mesmo? Ora, Ariosto Nóbrega!

Ah, só para não dizer que não falei no compadre Fábio Mozart, esse foi o único que vi/li postar nesse espaço de muitas faces e poucos books, o Facebook, o caminho para despertar a curiosidade de muitos sobre esse imortal negro que não merecia – nem merece – passar em branco pela história da nossa API.

Depois conto mais.

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2 comentários

  1. Excelente descoberta! Também nunca ouvira falar deste genial personagem!

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