Emergência pedem os versos soltos por aí pedindo poesia…

Emergência pedem os versos soltos por aí pedindo poesia…

Emergência

emergência

Quem faz um poema abre uma janela.
Respira, tu que estás numa cela
abafada, esse ar que entra por ela.
Por isso é que os poemas têm ritmo —
para que possas profundamente respirar.
Quem faz um poema salva um afogado.

(Mario Quintana)

Nesta breve solidão/ sentindo a falta dos pés/ dos bons velhos caminhos/bares, escolas e quartéis/ ruas do meu jaguaribe/ poeira da minha infância/ onde a eterna vigilância/ não temia os coronéis

Nesta minha velha ilha/ onde os livros são meus barcos arrogados/ que me levam para mares/ nunca dantes navegados/portos seguro dos olhos/nesse vai e vem das águas/ não guardam eles as mágoas/ dos velhos tempos passados

Ilha onde velhos discos/tocam os dias criança /na ladeira da Varjão/ onde desceu Penha “a louca” /chorando os meninos seus/ entregando todos a Deus/ sentindo que eles dançaram/ no ritmo do seu coração

 Os meus filmes agora passam/ em cores da imaginação/ imaginando a ação/desses doces   personagens / sempre em boa companhia/ Compadre Heráclito e Chiquinha/ ele dela o seu herói/ E ela dele a mocinha/

Assim eu sigo sonhando/ eternamente um dia/ de fome de bala ou vicio/ morrer assim eu queria/ de bala nenhuma vez/ de fome não morro mais/ mas eu morreria em paz/se viciado em poesia” -

Confesso que tentei…

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