enquanto chove lá fora…

enquanto chove lá fora…

aqui na sala de trabalho. a chuva cai lá fora. chove fora de mim. dentro um sol que não tem mais tamanho. estou meio assim nesta quarta-feira  não é chuva. meio assim cheio de mim. sem empáfia. sem orgulho.  

preciso ler mais. e mais. e mais. sempre percebo que estou atrasado cinco ou dez livros nesta vida. filmes nem tanto. acho que o melhor do cinema se assiste em poucos dias. eu assisti. tanto que os novos filmes são tão ruins que nem de longe se parecem com os velhos.  os dez melhores filmes? fácil de enumerar. selecionar.  lugar comum. só uma coisa: o “Cidadão Kane” não estaria nessa minha lista.

 mas é a chuva que me chega pelo lado de fora. não me enche. ela. essa que nada tem chuva é que me deixa cheio. às vezes chego até a transbordar. água pura? não. sentimentos. quando chove lá fora o sol que carrego comigo brilha mais ainda. torna-se mais forte. ilumina-me mais.

não vou sair da sala para olhar a chuva. essa eu não precisa molhar este corpo de quase dois metros de altura para que eu acredite nela. eu vejo e sinto a chuva sem precisar ser molhado por ela. vai passar. tudo passa. ela passa como rio correndo em direção ao mar. todo rio é um pouco do mar. e vice e versos. chove lá fora. dentro de mim é dia de sol.

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