entre o face, o book e este coração marcando passo, sou todo e pulsante coração!

entre o face, o book e este coração marcando passo, sou todo e pulsante coração!

Nada de voltar ao divertido Facebook.  Por enquanto. Sinto-me bem do lado de fora. Em cima do muro, porém, nunca. Prefiro escolher um lado e dele descer. Posso até errar o lado escolhido.  Mas fazer o quê? Se mesmo esse lado errado é melhor que em cima do muro ficar?

 Não estou ainda voltando ao espaço de muitas faces e poucos books. Nada de promessa. Mas faz quase seis meses que fora estou dele  e a minha falta ainda não sinto. Ando preferindo estar parado na minha ilha cercada de livros e filmes e discos por todos os lados.

 Há bem pouquinho – pela manhã, pela manhã- ao sair de casa para ver como andava – não parou ainda – o coração que nada tem vagabundo, me deparei com o poeta Quelyno. Por que não voltas ao facebook? Foi a pergunta. O poeta é amigo de longos versos e rimas mais longas ainda.

1berto-e-caricatura-300x155 BOANão pretendo voltar (ainda) para o espaço onde tantos amigos abrilhantam com os seus pensamentos e linhas escritas sobre os mesmos. Hoje sou apenas um leitor que tudo vê e se recolhe para analisar e não raras vezes curtir o prazer do que foi lido. Não. Sou advérbio de negação até o dia em que a achar que estou pronto para a volta.

 Se eu sinto a falta dos amigos que por aí desfilam? Nem tanto. Como acabei de espalhar aí meio a estas mal-traçadas, o fato de estar do lado de fora não me impede de saber que o acontece no lado de dentro. 

O meu poetamigo que me desculpe. Não é que tenha perdido o tesão. O fato é que por enquanto não encontro tanto tesão como eu queria para voltar a esse espaço.

Hoje foi um dia de visitar aquele que desse coração ainda em recuperação muito bem cuida.  E aí, doutor, afine esse diapasão. Meu coração anda ultimamente, num ritmo que não quero. Devolva-lhe o bolero ou me retire do salão.

Não estranhem. Sempre fui  leitor e seguidor antigo do poeta e amigo Marcos Tavares. Sei, tudo bem. Confesso: fui ainda mais do irmão Anco Márcio. Todos sabem. Acontece que mais que de repente senti pulsar no peito a vontade de lembrar esse puto bolero (03) do poeta-sanhauá.  

Estou mudando de assunto? Estou. Mas se um dos meus leitores assim permitir, prometo que voltarei ao assunto da visita que hoje fiz ao cuidador desse coração que no ano passado colocou o pé no caminho e este Malabarista de Palavras nele tropeçou.

O bonito foi ouvir logo na volta a filha se derramar em preocupação e cuidado e carinho tão somente para saber se esse coração que tanto apanhou nesta vida voltou a bater no ritmo das manhãs de domingo. Foi a primeira a sair de sua quarentena – dessa vez “forçada” pela suspeita do mal corona – e perguntar se este sujeito que vive muito bem com seus predicados tinha recebido uma boa noticia a respeito desse seu amigo do peito.  A resposta foi a melhor possível: ótimo estou.CAROLINDA minha

 Tem mais: é claro que os que sabem mais do que o dono o melhor ritmo para esse “musculo do amor” são frios e calculistas. Mas aqui não falo no valor que eles cobram para manter esse músculo batendo no ritmo da vida. Aprenderam e colocaram em prática avisar ao paciente se o mesmo precisa ser mais paciente ainda ou que chegou a hora de entregar o jogo no primeiro tempo. Hoje ele foi infalível como um chute do Bruce Lee nos seus melhores dias: estás mais novo do que nunca. Estou. 

Se eu fiquei vaidoso em poder desfilar por aí com o ar e coração de menino de quinze anos? Nem tanto. A novidade é que este coração está cada vez sabendo das razões porque continua batendo mais do que a própria razão desconhece.

Em síntese: não voltarei ainda espaço de muitas faces e poucos books. E haja coração! 

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